Curitiba - O deputado estadual Orlando Pessuti (PMDB), que atualmente concentra os poderes de decisão e negociação da equipe de transição de Roberto Requião (PMDB), nasceu em Califórnia, município a dez quilômetros ao sul de Apucarana. De família humilde, aprendeu cedo sobre os problemas e dificuldades vividos pelo produtor paranaense. Veterinário de formação, conquistou cinco mandatos como deputado estadual e agora é o vice-governador eleito do Paraná e braço direito do novo governador.
A amizade entre os dois peemedebistas começou em 1983, quando Pessuti conquistou a primeira vaga na Assembléia Legislativa. Quando Requião se tornou governador entre os anos de 1991 e 1994, as relações de amizade se estreitaram. ''Ele me convidou para ser o líder do governo na Assembléia Legislativa (1991-1992) e depois fui presidente da Assembléia (1993-1994)'', relembra Pessuti.
Como deputado estadual, Pessuti trabalhou com questões ligadas ao setor agropecuário, ao municipalismo, meio ambiente e saúde pública. São dele projetos que criaram a Lei Agrícola Estadual, a Lei de Agrotóxicos e a Lei de Aditivos Ambientais. É atualmente presidente da CPI dos Alimentos que deverá concluir seus trabalhos no final deste mês.
Como municipalista, criou 15 municípios paranaenses e participou da criação de outros 20. Aos 49 anos, casado com Regina Fischer e pai de três filhos (Moisés, Felipe e Bruno), Pessuti diz que nunca pleiteou a vaga de vice-governador. ''Nunca fui pré-candidato a vice-governador. Acho que a maior demonstração da amizade e confiança de Requião em mim foi o convite para que eu integrasse a chapa do PMDB com ele'', analisa.
Humilde e bonachão, Pessuti não acredita que tenha sido escolhido para coordenar as ações de transição por mérito próprio. ''Eu sou o vice de Requião. É natural que na ausência dele eu cuide das tarefas próprias e de responsabilidade dele'', enfatiza.

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