Vice de Nedson ameaça renunciar
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quinta-feira, 01 de julho de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O candidato a vice-prefeito de Londrina na chapa de Nedson Micheleti (PT), o fisioterapeuta Edson Kishima (PHS), conhecido como ''Shoyu'', disse que poderá renunciar a candidatura caso a indicação não seja de consenso entre os diretórios municipal e estadual do PHS.
''Soube da candidatura muito em cima da hora. Tomei conhecimento só ontem (quarta-feira) à tarde, acabei assumindo e realmente o que desejo é a reconciliação do municipal e estadual, viabilizando a candidatura. Gostaria muito que o municipal estivesse me apoiando'', disse. ''Não quero sair candidato com o meu partido dividido. Quero o apoio total. Ontem, acabei assumindo a vice só em função de um processo, mas não quero estar ilegal. Se a executiva municipal não estiver de acordo comigo, retiro a minha candidatura'', afirmou Kishima.
A coligação com o PT e a indicação de Kishima para compor a chapa de Nedson foi definida pelo diretório estadual do PHS. O diretório municipal, comandado por Flávia Romagnoli, foi dissolvido no início da semana pelo diretório estadual. ''A executiva municipal está devidamente constituída no cartório eleitoral. Não teve uma intervenção oficializada, não recebi nenhum documento'', argumentou Flávia. ''O diretório estadual entendeu indicar o Shoyu e a candidatura do Rubens Canizares a vereador. A nossa decisão tomada em convenção no dia 29, em que mais de 50 pessoas estavam presentes, é que estamos coligados com o PMN na majoritária e temos os nossos candidatos a vereador. Depois realizaram outra convenção dia 30, com três pessoas. A Justiça vai ter que decidir qual das duas convenções estão regulares'', desafiou. ''Não temos nada contra o Shoyu, nada contra o PT, mas nosso grupo é livre, independente. A coligação com o PT corre o risco de cair se a Justiça disser que a convenção nossa é válida'', complementou.
O presidente do diretório estadual do PHS, Valter Viana, reafirmou a intervenção e a dissolução da executiva municipal do partido em Londrina. ''A lei é clara. Essas questões internas do partido quem resolve é o partido. A deliberação da executiva estadual é intervir nas municipais quando as diretrizes do partido estão sendo contrariadas. As nossas diretrizes estavam sendo contrariadas pela Flávia Romagnoli'', afirmou Viana. ''Existe a ata da executiva estadual determinando a intervenção na cidade de Londrina. Fizemos a intervenção, nomeamos a comissão provisória e decidimos que o partido iria com o Nedson apontando uma chapa a vereadores com o PSC e PL'', disse. Conforme Viana, após a intervenção e a dissolução, todos os atos do diretório municipal ficam nulos. ''Não existe nenhuma dúvida quanto à coligação com o PT.''
O presidente do PT de Londrina, Jacks Dias, reconheceu que a falta de entendimento no PHS é ruim para a candidatura de Nedson. ''Isso é ruim. A gente espera que o PHS consiga resolver este problema entre eles'', afirmou. Os partidos que estão coligados na candidatura de Nedson são PT, PHS, PL, PSC, PCdoB, PTN e PAN.


