Vice de Bolsonaro vem a Londrina
O General Antônio Hamilton Martins Mourão (PTRB), vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República, cumpre agenda nesta semana no Paraná. Depois de passar por Cascavel, Mourão deve desembarcar em Londrina nesta quarta-feira (12), antes de seguir para Curitiba na quinta. Em Londrina, o militar atenderá a imprensa no Recinto Horácio Sabino Coimbra, no Parque de Exposições Governador Ney Braga.

Condição estável
Jair Bolsonaro permaneceu nesta segunda-feira (10) em condições estáveis, informou o Hospital Albert Einstein, em boletim médico divulgado por volta das 19h. "O candidato realizou fisioterapia - caminhada e exercícios respiratórios - sem apresentar dor". Ademais, o boletim afasta sinais de febre e infecção, destaca que Bolsonaro permanecerá em tratamento intensivo e terá de manter jejum oral (ele está sendo alimentado por soro direto na veia). O hospital acrescentou também que o tratamento cirúrgico para fechamento da colostomia será realizado no futuro em uma internação eletiva - sem estimar prazos. Quem assina o boletim é o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o clínico e cardiologista Leandro Echenique e o diretor superintendente do hospital, Miguel Cendorogio.

Pesquisa Datafolha
O instituto Datafolha divulgou nesta segunda-feira a primeira pesquisa de intenção de voto para presidente após o atentado a Jair Bolsonaro. O candidato do PSL cresceu apenas 2 pontos percentuais, passando de 22% para 24% em relação ao último levantamento, realizado entre 20 e 21 de agosto. A oscilação observada desde então está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Quem mais cresceu foi Fernando Haddad, virtual candidato do PT, que saiu de 4% para 9%. Ciro Gomes (PDT) passou Marina Silva (Rede) na segunda colocação, com 13% das intenções de voto, enquanto a ex-senadora está com 11%, configurando empate técnico. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) vem a seguir, com 10%.

Líder é o mais rejeitado
O novo levantamento mostra que Jair Bolsonaro é o candidato com maior rejeição hoje. Segundo o Datafolha, 43% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum no capitão reformado do Exército. A resistência é maior entre as mulheres (49%), entre os mais jovens (55%), entre eleitores com curso superior (48%) e no Nordeste (51%). A alta rejeição explica o mau desempenho de Bolsonaro nas simulações feitas pelo Datafolha para o segundo turno da disputa. De acordo com os cenários estudados, ele perderia para Alckmin, Marina e Ciro e chegaria à segunda rodada da eleição empatado com Haddad se ela fosse realizada hoje, mas ainda assim perdendo de 38% a 39%. Em um eventual segundo turno, Ciro Gomes é o candidato com maior vantagem em relação a Bolsonaro: 45% a 35%. A pesquisa está registrada no TSE com o número: BR 02376/2018. O nível de confiança é de 95%. O Datafolha entrevistou 2.804 eleitores de 197 municípios nesta segunda (10). A pesquisa foi realizada em parceria com a TV Globo.

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