Vice de Alckmin defende gestão pública 'profissionalizada'
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Vitor Struck<br>Reportagem Local 

Em campanha pelo Paraná, a senadora licenciada Ana Amélia (PP-RS), vice do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), à presidência da República, destacou a importância do setor agropecuário, em especial das cooperativas leiteiras do Estado. Ela e Richa visitaram a FOLHA ontem e foram recebidos pelo superintendente do grupo, José Nicolás Mejía.
"Não é por menos, é a segunda maior bacia leiteira do País. Ver o envolvimento e a participação, sobretudo do cooperativismo muito forte, isso é um diferencial. O cooperativismo unido às três grandes cooperativas criando um centro de pesquisa aplicada na propriedade, extensão rural, é o mais importante", afirmou.
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Questionada sobre a coligação com forte presença dos partidos do chamado "centrão" representando a "velha política", a senadora licenciada afirmou que no sistema de coalização isto é "inevitável". "A estrutura partidária e o sistema político brasileiro são desta forma. É preciso não impor, mas dialogar com as lideranças destes partidos, é preciso fazer diferente, não fazer um aparelhamento político-partidário em relação à administração pública, ela tem que ser profissionalizada", afirmou.
Ao falar da área de saúde, Ana Amélia lembrou da importância de se evitar o descompasso entre municípios e estados na liberação de recursos para este setor na busca pelo bom funcionamento dos atendimentos sem gastos que ultrapassem o necessário para não atrapalhar a outra principal demanda municipal, a educação.
"Hoje a Legislação determina que os estados precisam aplicar 12% da sua receita corrente líquida em saúde, os municípios precisam aplicar 15%. Como os estados, na maioria dos casos, não aplicam os 12% ou usam a rubrica 'saúde' e colocam lá 'saneamento', que é importante como prevenção mas não é 'saúde' no conceito, a pressão sobre as Prefeituras é tão grande porque o Estado não faz a sua parte e os gastos ficam entre 20% e 25%", disse.
REFORMA TRIBUTÁRIA
Em seguida, a candidata a vice na chapa do "centrão" emparelhou a fala com o discurso do companheiro de Richa sobre a reforma tributária, na busca pela simplificação da cobrança dos impostos. Como bom exemplo, citou o Canadá, onde apenas três pessoas cuidam da gestão tributária de uma siderúrgica do mesmo porte de uma do estado natal, o Rio Grande do Sul. A diferença é que na siderúrgica gaúcha são necessárias 250 pessoas para cuidar do mesmo setor.
"Porque ele precisa não só de tributaristas, mas contadores, uma 'parafernalha' de profissionais para entender aquilo que cada dia vem uma regra nova. Então essa burocracia tem um peso tão nefasto, porque é aquela história, criar dificuldade para vender facilidade, um conceito equivocado de gestão pública", afirmou. E ainda ressaltou a participação garantida do economista e deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) no governo de Alckmin caso ocorra a eleição. Entretanto, ela não respondeu de forma clara onde "enxugaria" primeiramente na máquina pública para promover economia dos gastos públicos.
Na passagem por Londrina para encontrar lideranças e empreendedores, a colega de partido do prefeito de Londrina Marcelo Belinati (PP) esteve acompanhada do ex-governador e pré-candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB) e, ainda na agenda pelo interior do estado, uma passagem por uma feira de móveis em Arapongas estava marcada antes de seguir para a Foz do Iguaçu.


