Curitiba - Deve ficar para a semana que vem a viagem de deputados de oposição ao governador Roberto Requião (PMDB) ao Paraguai. Eles pretendem investigar a participação de integrantes da administração estadual na campanha eleitoral para a presidência do país vizinho. O grupo de parlamentares, no entanto, deve viajar por conta própria e não como uma comissão oficial da Assembléia Legislativa, como havia sido cogitado inicialmente.
O líder da oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB), pretendia definir a data da viagem ainda na noite de ontem, depois de uma conversa com o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM). ''O certo é que viajaremos na semana que vem'', disse o tucano.
Outro ponto que seria discutido seria a forma como os deputados viajariam ao Paraguai. ''O mais provável é que vamos por conta própria'', afirmou Rossoni. Além dele, devem compor a comitiva os deputados Ney Leprevost (PP), Marcelo Rangel (PPS) e Plauto Miró (DEM).
Entre outras denúncias, os parlamentares querem descobrir qual é a real participação do secretário estadual da Comunicação, Airton Pisseti, na campanha do candidato Fernando Lugo. O próprio Pisseti admitiu que viajou ao Paraguai para trabalhar em prol de Lugo. ''Precisamos saber se ele foi em horário de expediente e se usou recursos do Estado para isso'', disse Rossoni.
Quanto às denúncias feitas na última sexta-feira pelo senador paraguaio Juan Carlos Galaverna, em entrevista a uma rádio de Curitiba, o deputado preferiu ser cauteloso. ''Estamos fazendo um trabalho discreto e não podemos cair neste canto da sereia'', afirmou.
Na entrevista, Galaverna chegou a acusar o governador de ligação com o tráfico de drogas. Ontem, o líder do governo na Assembléia, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), discursou em defesa do governador. Segundo o deputado, os adversário de Lugo no Paraguai tentam ''assassinar a reputação de Requião''. (R.L./Equipe da Folha)

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