Viagem de FHC vira beija-mão em Petrópolis
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domingo, 02 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
RIO - A cidade imperial de Petrópolis, na Região Serrana, serviu de cenário ideal ao beija-mão em que se transformou a viagem de descanso do presidente Fernando Henrique. Empresários e políticos das mais diferentes tendências - de Fernando Gabeira (PV) a Roberto Jeffferson (PTB) - participaram de uma verdadeira romaria à cidade.
A semana que marcou a mais importante vitória do governo no Congresso, a aprovação, em primeiro turno, da emenda da reeleição, foi coroada pela chegada triunfal de Fernando Henrique ao Hotel Quitandinha, aplaudido de pé por uma platéia de cerca de 300 pessoas, ao simples gesto de erguer-se para iniciar o discurso. Os aplausos interromperam por quatro vezes a fala do presidente.
Os convites para os poucos, e até certo ponto reservados eventos presidenciais foram disputados quase a tapas. Houve políticos, empresários e pessoas da sociedade carioca ligando diariamente para pedir a inclusão na lista de convidados, comentou a chefe de gabinete da Prefeitura de Petrópolis, Elaine Cristina dos Santos. Ela organizou a recepção oferecida pelo prefeito Leandro Sampaio, na noite de sexta-feira, no Palácio Barão de Mauá. O coquetel, programado para 150 pessoas, acabou reunindo 300.
O coquetel foi patrocinado pelo Banco do Brasil, informou o presidente da Petrotur, empresa de turismo local, Antonio Neves. Segundo ele, o custo da festa foi de R$ 5,2 mil. Fernando Henrique e Dona Ruth Cardoso fizeram uma aparição rápida. Apenas o tempo de distribuir alguns apertos de mão, de elogiar a pintora Marília Kranz pelo quadro que ornamenta o quarto do casal no Palácio Rio Negro, onde a comitiva presidencial está hospedada, e receber do Sindicato do Comércio Varejista local a Madona da Conceição, obra em prata de José de Sá Peixoto.
O PIB que circulou no Quitandinha contribuiu para devolver a Petrópolis um pouco da sua pompa, comemorou o príncipe Francisco de Orleans e Bragança, um dos poucos remanescentes da família imperial brasileira. Hoje o presidente deve tomar o café da manhã no Palácio Grão-Pará, residência D. Pedro de Orleans e Bragança, pai de Francisco, retornando à tarde para Brasília.


