Veto ao PCCS de Londrina pode ser derrubado
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Cerca de 300 servidores municipais - segundo estimativa do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) - estiveram ontem na primeira sessão ordinária da Câmara de Vereadores de 2006, para pedir a derrubada do veto ao artigo 49 do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). A emenda aditiva assinada por 11 vereadores, foi aprovada pela Casa e vetada pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), em dezembro, e prevê a concessão de reajuste salarial de 21% aos mais de 7 mil servidores.
''Se não me engano, todos os vereadores aprovaram essa emenda. Nada mais justo e coerente que os vereadores que votaram por essa emenda derrubem o veto'', defendeu o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, ao utilizar a palavra no plenário. ''Todos os locais de trabalho enviaram pelo menos um representante para pedir aos vereadores que derrubem o veto do prefeito para conceder os 21% de reajuste. Se os vereadores não derrubarem o veto, poderemos pensar que quando propuseram a emenda, não estavam com vontade de ajudar os servidores.''
O veto do prefeito aos 35 artigos do PCCS foi encaminhado ontem para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem 15 dias para emitir parecer. No que depender do posicionamento dos 18 vereadores, o veto deverá ser derrubado. Em um levantamento feita ontem pela Folha, 13 vereadores se manifestaram favoráveis à derrubada do veto. Outros cinco declararam não saber ainda qual será o posicionamento. São necessários 10 votos para a manutenção do artigo e consequentemente, do reajuste.
O petista Gláudio Renato de Lima é favorável à derrubada do veto, mas salientou o que considera uma ''ação politiqueira''. ''Sou contra o veto. Não voto nada contra o servidor. É uma ação politiqueira mas vai ser explorada politicamente. Quem votar a favor do veto, estará votando juridicamente certo, mas terá isso explorado'', afirmou.
''Temos que discutir com os demais vereadores e tomar uma posição de igualdade, para ninguém sair prejudicado. Não adianta derrubarmos (o veto) e o prefeito não ter condições de arcar'', ponderou Paulo Arildo (PPS).


