Verticalização reflete na proporcional
De acordo com as regras eleitorais vigentes, 2006 será a segunda eleição em que as coligações estarão sujeitas à verticalização, regra que impõe a reedição nos estados das alianças nacionais. A exigência ainda pode cair, caso o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pede o fim da verticalização.
No entanto, se a verticalização valer, não só os candidatos a cargos majoritários nos estados poderão sentir o peso da novidade. Os candidatos a deputado estadual ou federal, que obedecem o critério da representação proporcional, sentirão a diferença na hora do cálculo do quociente eleitoral. É que para os parlamentos (exceto Senado, que é considerada uma eleição majoritária), nem sempre quem obtém mais votos garante a vaga.
Na disputa por uma vaga na Câmara de Deputados por exemplo, o número de cadeiras é dividido pelo total de votos válidos do pleito. O resultado é o chamado quociente eleitoral. Em seguida faz-se mais uma equação. O número de votos obtidos pelas siglas ou coligações daí a importância de aliados bem votados é dividido pelo quociente eleitoral, resultando no quociente partidário, que é o número de vagas que as legendas terão direito, preenchidas pelos candidatos do partido ou coligação com maior votação.
(A verticalização) atrapalharia quem não tem candidato a governador, porque se você tem candidato a governador, além de estar trabalhando para você, também está para o candidato que, se é forte, atrai votos para os candidatos proporcionais. Se o partido não tiver estrutura partidária, representação e lideranças em todo estado, o partido pequeno pode sair muito prejudicado, avaliou o vereador e pré-candidato a deputado federal Tercílio Turini (PPS).
Existe um número de partidos que se organizam só para eleger deputados, não querem disputar o governo, a presidência. A queda da verticalização favorece a eleição dos partidos que precisam de aliança proporcional, que não é o caso do PT, afirmou o deputado estadual e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná, André Vargas.
Já o deputado federal e pré-candidato à reeleição, Luiz Carlos Hauly (PSDB) que defende a manutenção da verticalização traz à tona a discussão em torno das coligações nas eleições proporcionais. Defendo um ponto que não está sendo discutido agora que é a não coligação nas proporcionais, que cada partido faça o seu quociente eleitoral, disse. (C.O.)





