O Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) vai abrir na semana que vem o Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) que poderá resultar na demissão dos funcionários públicos Eduardo Ivan Reale (ex-gerente de desenvolvimento industrial) e José Hilário (ex-coordenador de fiscalização e análise de projetos). Eles foram denunciados pelo Ministério Público (MP) do Paraná por participação em suposto esquema de propina para agilizar procedimentos de doação de terrenos públicos para empresários. A abertura do PAD foi confirmada ontem pelo presidente da Codel, Bruno Veronesi.
Veronesi acatou a indicação da sindicância finalizada na semana passada, conforme noticiado pela FOLHA. "São 450 páginas em que aparecem indícios de que eles teriam participado da irregularidade, então, agora com a oportunidade do contraditório, será feita a investigação a fundo." Reale e Hilário vão seguir afastados das funções, sem prejuízos dos vencimentos pelo tempo do PAD, que terá 60 dias, prorrogável por mais 30. "Num dos depoimentos, foi dito que o José Hilário recebeu oito parcelas de R$ 300 que seria para ajudar um time de futebol do bairro dele", disse Veronesi, citando alguns trechos do relatório da sindicância. Quanto a Reale, "ninguém disse ter entregue o dinheiro pra ele, mas existem depoimentos afirmando que empresários entregaram dinheiro para Eliana (Zamboni, enfermeira, que atuava informalmente como corretora de imóveis) a pedido de Reale".
O PAD vai apurar suposta infração dos dois funcionários públicos ao artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que aponta que ninguém, no exercício do cargo, pode favorecer a si mesmo ou a terceiros. Além de Reale, Hilário e Eliana, também foram denunciados por corrupção passiva o empresário Dorival Pereira e a secretária dele, Ana Lucia Soares. Na ocasião, os advogados de Reale e Eliana negaram participação dos dois em esquema de propina na Codel. Os demais réus não foram localizados. A ação tramita na 4ª Vara Criminal de Londrina.

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