A Câmara de Vereadores de Londrina vota hoje - em segunda discussão - o projeto de resolução de autoria da Mesa Executiva que concede um abono de R$ 500 mensais aos 47 servidores efetivos da Casa. O benefício representaria um impacto de quase R$ 400 mil por ano nas despesas do Legislativo londrinense.
O projeto, aprovado ontem em regime de urgência, atende - segundo o presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL) - uma reivindicação dos próprios servidores manifestada em um documento entregue no dia 8 de maio. No documento, os servidores pedem a reposição salarial acumulada entre 2003 e dezembro 2005 (21,94%). A medida também estenderia aos efetivos o abono concedido aos 60 cargos comissionados em dezembro de 2005.
''Fui procurado por uma comissão de efetivos da Casa que pleiteavam a reposição salarial, que conforme os dados do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), estaria em 29%. Ponderei que não temos receita própria para reposição e diante disso, estudamos uma forma de poder contemplá-los com o mesmo abono dado aos servidores em comissão'', explicou Bonilha. Conforme o vereador, que admitiu ter se sentido pressionado pelos servidores, o abono será concedido até que a prefeitura consiga repor as perdas salariais do funcionalismo municipal.
Na votação de ontem, a vereadora Maria Angela Santini (PT), foi a única a se posicionar contra o projeto. ''Não houve uma discussão mais ampla para a apreciação do projeto e para também votei contra para manter a coerência. Votei contra o abono para os comissionados. Precisamos de um estudo porque é recurso público municipal e existe uma política de pessoal, do servidor municipal. Não tem que ter essa diferença'', argumentou a vereadora.
O piso salarial da Câmara para técnicos (2º grau) é de R$ 1.170,00. Nestes casos, o abono representaria 42,73% de aumento. Para os servidores com nível superior, cujo piso é de R$ 2.200,00, o benefício será de 22,72%.

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