A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu rejeitou projeto de lei que congelava os salários dos 21 vereadores da cidade e do prefeito Harry Daijó (PPB). Em votação realizada anteontem à noite, o projeto, de autoria do vereador Dilto Vitorassi (PT), foi derrubado por 16 votos a 4.
O projeto de Vitorassi propunha que os aumentos salariais dos vereadores e do prefeito fossem desvinculados dos reajustes concedidos aos servidores municipais. Em consequência disso, determinava o congelamento desses salários por tempo indeterminado, até que a inflação atingisse um índice acumulado de 20%.
‘‘A partir disso, a Câmara discutiria reajuste com base no resíduo inflacionário que excedesse esse percentual. Quando a inflação chegasse a 25%, por exemplo, poderíamos ter aumento de 5%’’, explicou Vitorassi. ‘‘Se a inflação continuar nos patamares atuais, o próximo aumento só viria daqui a mais de dois anos’’.
Os vereadores de Foz do Iguaçu recebem R$ 7,2 mil mensais. Segundo Vitorassi, é ‘‘o maior salário pago por uma Câmara Municipal no Paranᒒ. O prefeito Daijó ganha R$ 12 mil, entre salário, subsídios e verbas de representação.
A redução dos salários dos vereadores era uma das principais bandeiras de campanha do vereador petista, que é líder sindical e cumpre seu primeiro mandato na Câmara.
‘‘A decisão (de derrubar o projeto) desgastou a imagem do Legislativo perante a opinião pública’’, opinou Vitorassi. Além dele, votaram a favor do congelamento os vereadores Assis Paulo Sepp (PT), Vânio da Silva e Adilmar Sartori, ambos do PMDB.
O presidente da Câmara, Hermes Vetorello (PDT) - que só votaria em caso de empate -, é contra o projeto e usa como argumento parecer da Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Casa, que o considerou inconstitucional.
Na opinião do presidente, o atual salário dos vereadores de Foz está ‘‘dentro do padrão’’ e não pode ser mudado porque é ‘‘herança da legislatura passada’’, que aprovou os atuais vencimentos em agosto de 96.

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