Vereadores usam grande expediente para debate eleitoral
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A situação dos plantonistas do SUS até começou a ganhar corpo, ontem, no grande expediente da Câmara de Vereadores de Londrina, mas logo perdeu espaço para as eleições do ano que vem - discutida pela primeira vez, de forma tão explícita, por um plenário que até semana passada se via às voltas com a abertura ou não de Comissão Processante contra um de seus membros (no caso, o afastado Rodrigo Gouvêa, do PRP).
O assunto ligado à saúde foi puxado pelo vereador Jacks Dias (PT), que saiu em defesa da última administração municipal em relação à solução dada ao pagamento do plantão à distância aos profissionais - benefício concedido em 2007 pelo então prefeito Nedson Micheleti (PT), com verbas do SUS, as quais, agora, segundo a gestão do prefeito Barbosa Neto (PDT), não poderiam ter sido usadas para tal.
Ex-secretário de Gestão Pública de Nedson, Jacks questionou o fato de, em 2007, a Prefeitura ter tido parecer favorável da Procuradoria Geral do Município e do Ministério da Saúde para que o benefício fosse pago. Foi o ''gancho'' para que a questão eleitoral entrasse em discussão, sob críticas, inicialmente, da postura do senador Osmar Dias (PDT) de alinhamento com o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB): ''A candidatura do PT é o melhor caminho para se pensar o Estado do Paraná; para o Estado do Paraná ser feliz e defender os programas do presidente Lula e da ministra Dilma (Rousseff), esse é o caminho'', defendeu, citando Nedson como pré-candidato pelo PT.
Diante da proposta de candidatura do ex-prefeito, Joel Garcia (PDT) reagiu com ironia. ''Só temos duas certezas para 2010: Osmar candidato e Copa do Mundo de Futebol. Mas o Osmar não é médium nem pai de santo para ressuscitar o Nedson - as mãos santas do senador não podem resgatar essa candidatura petista. Osmar não é milagreiro'', alfinetou.
O peemedebista Tito Valle entrou na discussão para defender o pré-candidato do partido, o vice-governador Orlando Pessuti. Fez questão de frisar que ''Osmar e Nedson é o cruzamento de jacaré com pirambóia'' e classificou Pessuti como ''a maior candidatura e a de maior peso''.
O ''debate eleitoral seria encerrado por Joel, para quem a eleição de 2010 será ''a grande oportunidade de tirar a família Requião do Governo, do Tribunal de Contas, da Secretaria (Estadual) de Educação, do Museu (Oscar Niemayer)'', mas acabou aparteado por Valle, novamente. ''Não vou nem contraditá-lo, porque as urnas o farão'', desafiou.


