Vereadores têm opiniões divergentes
A manifestação de ontem no Calçadão de Londrina também atraiu pelo menos cinco vereadores. Dois deles, Elza Correia (PMDB) e Tercílio Turini (PSDB), fizeram questão de participar do ato e declararam esperar que a votação na Câmara seja aberta. A mesma opinião foi manifestada por Roberto Kanashiro (PSDB). Já Beto Scaff (PSDB) e Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) disseram nem que sim nem que não: apenas que vão seguir a orientação da procuradoria jurídica da Câmara.
É lógico que vamos nos orientar pela legislação. Se a Câmara não seguir uma orientação jurídica, a votação poderá até ser impugnada na Justiça, disse Tamarozzi. Para mim é indiferente. Vamos votar com tranquilidade, como a legislação e a assessoria jurídica determinarem, acrescentou Beto Scaff.
Roberto Kanashiro também entende que a Câmara vai seguir a orientação da procuradoria jurídica. Para ele, no entanto, a votação deve mesmo ser aberta. Voto nominal é voto aberto. Acho que não existe brecha na lei, afirmou. O colega de bancada, Tercílio Turini, concorda. As pessoas com quem estamos conversando acham que, em caso de cassação, é voto aberto. E eu sempre defendi que o voto seja aberto. É mais democrático.
Elza Correia acrescenta que, além do decreto 201 indicar a votação em aberto, é obrigação moral da Câmara mostrar à população a forma como está trabalhando. Nâo temos que ter medo de manifestar nossa opinião, concluiu. (L.H.)





