Os vereadores José Luis Dalto (PPS) e Fátima Serpeloni Hauly (PSDB) elencaram seis indicações ao prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB), para possíveis mudanças na Zona Verde, implantada há dois meses no município. São aproximadamente mil vagas, sendo 25 de curta duração, em 15 ruas e avenidas da região central da cidade. O ofício foi apresentado durante a sessão da última segunda-feira (4) da Câmara Municipal. O sistema é gerenciado pela Epesmel (Escola Profissional e Social do Menor), que também cuida da Zona Azul em Londrina.

Imagem ilustrativa da imagem Vereadores sugerem mudanças no estacionamento rotativo de Cambé
| Foto: Prefeitura de Cambé


O estacionamento funciona de segunda à sexta das 8h às 18h e de sábado das 9h às 13h. O tempo máximo de permanência nas vagas é de duas horas e o valor mínimo é de R$0,85 por meia hora. O pagamento pode ser feito por cartões de crédito, débito, moedas e pelo cartão que é vendido e recarregado pelos fiscais.

Os parlamentares disseram que as reivindicações vêm de usuários do sistema. As sugestões contemplam o reposicionamento de vagas de idosos e pessoas com deficiência próximo aos parquímetros, fixação de tolerância diferenciado para alguns espaços, ampliação das demarcações para motocicletas, reanálise dos locais com baixo índice de utilização, maior abrangência do perímetro onde funciona a Zona Verde e implantação de 15 minutos de gratuidade. "Esta última é uma das mais importantes. Por exemplo, a pessoa para o carro, desce, vai em uma padaria rapidinho e mesmo assim precisa pagar. Seria essencial ter um período maior de isenção", disse Fátima Hauly.

Outra ideia, ainda não incluída no pedido ao Executivo, é acrescentar o benefício para renais crônicos e pessoas diagnosticadas com câncer. "Depois da hemodiálise, elas não conseguem caminhar muito porque estão debilitadas. Não sei a quantidade de pacientes, mas sei que é grande", comentou a vereadora, que também quer o aumento da carência de idosos e portadores de necessidades especiais para meia hora. "O deficiente tem uma dificuldade maior de sair do veículo, pegar a cadeira de rodas e ir até o parquímetro".

Na opinião de José Luis Dalto, é preciso reconhecer que o estacionamento "resolveu uma série de problemas, como os ambulantes que ficavam cuidando dos automóveis. Porém, isso não significa que mudanças devam acontecer. A principal reivindicação que ouvi é da tolerância de 15 minutos. Expus no plenário da Câmara que a prefeitura explique se essa regra é viável ou não, mas, enquanto não tivermos essa informação, defenderei a necessidade dela", apontou.

O vereador também reforçou a possibilidade de reestudo da posição das vagas para os mais velhos e quem tem problemas de locomoção. "É importante que estes espaços fiquem perto dos parquímetros. Fica difícil pra quem precisa andar muito pra pagar", completou.

Segundo o diretor do Departamento de Trânsito de Cambé, Fausto Anami, a prefeitura pensa em fazer uma pesquisa sobre o nível de satisfação da Zona Verde. "Pelo o que temos ouvido, existem casos bem pontuais de uma eventual alteração. Os 15 minutos, por exemplo, é um detalhe que impacta diretamente na operação.

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