A eleição do ano que vem pode desfalcar a Câmara de Londrina. Dezessete dos 21 vereadores pretendem disputar a eleição para a Assembléia Legislativa ou para a Câmara Federal. Onze deles sonham em ser deputado estadual; outros dois querem arrumar as malas e partir para Brasília. Apenas oito vereadores garantem que não são candidatos a nada no ano que vem.

A ''carência'' de deputados em Londrina é um estímulo aos pré-candidatos. Hoje, o município é representado na Assembléia apenas por Moysés Leônidas (PPB) e Antônio Carlos Belinati (PSL). Na Câmara Federal, os representantes de Londrina são Luiz Carlos Hauly, Alex Canziani (ambos do PSDB) e José Janene (PPB).

A campanha do vereador Arildo Paulo Domingues (PHS), o ''Paulo Arildo'', já é visível. Em seu primeiro mandato, os veículos do vereador ostentam a propaganda de candidato a deputado estadual. Com sua base em comunidades católicas, ele espera contar com o apoio da igreja, a exemplo de quando foi eleito vereador.

Outro ''novato'' que quer ser deputado estadual é Jamil Janene (PDT). Evangélico, Jamil afirma que está buscando apoio em suas bases eleitorais. ''A única dúvida é se é a hora, ou não.''

Félix Ribeiro (PPS) também estreante na vida política afirma que sua candidatura à uma vaga na Assembléia ''só depende dele mesmo'', porque o presidente estadual do PPS, deputado federal Rubens Bueno, colocou seu nome na disputa. ''Estou me animando porque o PPS não precisa de muitos votos'', avaliou calculando que consegue se eleger com 18 mil votos.

Também em seu primeiro mandato, o líder do prefeito na Câmara e presidente estadual do PT, André Vargas, adianta que vai concentrar esforços no ano que vem para conseguir a vaga na Assembléia. ''Vou aproveitar o recesso para organizar minha campanha'', explicou. Carlos Bordin (PPB), também no primeiro mandato, revela que sua campanha já está sendo organizada com o auxílio do presidente do diretório local do PPB, Jamil Hatti.

A vereadora mais votada nas últimas eleições, Elza Correia (PMDB), com quase nove mil votos, também diz que vai brigar por uma vaga na Assembléia. ''No meu partido sou candidata à candidata. A definição vai depender da convenção, que deve ser realizada em março.'' Flávio Vedoato (PSC) adianta que sua candidatura também depende do seu partido. ''De antemão, sou candidato, mas depende da definição partidária.''

Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) confirma que em janeiro inicia sua campanha à deputado em Londrina, Apucarana e Maringá. Seu colega de partido, Sidney Souza, também adianta que ''em princípio'' é candidato, porém quer discutir o assunto no partido. Ele entende que o PTB não suportaria duas candidaturas a deputado estadual em Londrina. ''Ninguém pode ser candidato de si mesmo'', pondera.

Já o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), está indeciso sobre uma eventual candidatura. ''É uma pretensão apenas.'' Turini afirma que sua candidatura depende do PSDB lançar candidato ao governo do Estado e da definição do quadro político na região. Beto Scaff (PDT) diz que ''tem vontade'', mas hoje não entraria no páreo por questões financeiras. Segundo ele, uma campanha à Assembléia poderia custar até R$ 500 mil.

Oito vereadores garantem que não são candidatos: Sandra Graça (PDT), Orlando Bonilha (sem partido), Renato Araújo (PPB), João Abussafi (PRTB), Leonilso Jaqueta (PMDB), Lourival Germano (PHS) Hélio Cardoso (PSDB) e Márcia Lopes (PT). De acordo com a assessoria jurídica da Câmara, o vereador candidato não é obrigado a deixar o cargo para fazer campanha, mas terá de conciliar sua agenda política com o trabalho legislativo. Os suplentes serão chamados, caso o vereador peça uma licença não remunerada acima de quatro meses.

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