Lúcio Horta
De Londrina
Parte dos vereadores de Londrina confirmou ontem ter estado no gabinete do prefeito Antonio Belinati (PFL) no dia 28 de fevereiro, véspera da formação da primeira Comissão Processante, a pedido do próprio prefeito. A informação contraria declaração da assessoria de imprensa de Belinati.
No dia 28, foi gravada em áudio e vídeo uma suposta conversa ele e os vereadores Orlando Bonilha (PDT) e Jaci Aguiar (PPB). O diálogo, divulgado por Belinati, supõe que os vereadores estariam tentando extorquir o prefeito para barrar a formação da CP.
Ontem, outros três vereadores disseram que foram chamados a comparecer ao gabinete no mesmo dia: Célio Guergoletto (PMDB), Salvador Francisco (PSB) e Luiz Carlos Tamarozzi (PTB). Guergoletto revelou que, ao mesmo tempo em que pediu para ele votar contra a CP, Belinati o acusou de ‘‘funcionário fantasma’’ do Estado. Ele nega.
Salvador Francisco também disse que esteve no gabinete do prefeito atendendo a um chamado da prefeitura. ‘‘Achei estranho porque já tinha declinado meu voto (a favor da CP). Fui lá e fiz questão de reafirmar que nunca fui ao gabinete para fazer pedidos estranhos às obras para a comunidade. Mas no momento não percebi a gravação.’’
Tamarozzi afirmou que quem o chamou para comparecer ao gabinete foi a ex-chefe de gabinete, Sandra Graça, mas ele acabou não foi ao encontro. ‘‘Eu acredito que todos foram chamados. A Sandra Graça me ligou e disse que o prefeito tinha um carinho muito grande por mim e que queria falar nesse sentido. Mas não fui porque não tinha nada a falar.’’
Outros vereadores, como Jorge Scaff (PSB) e Antenor Ribeiro (PPB), disseram não se lembrar se estiveram ou não no gabinete do prefeito no dia 28 de fevereiro. Mas negaram que foram chamados pelo prefeito. ‘‘Tenho ido constantemente lᒒ, disse Scaff. ‘‘Só vou me preocupar com isso se aparecer uma fita.’’

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