Jacarezinho Os vereadores de Jacarezinho recuaram da decisão de criar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar se houve irregularidades na conduta dos vereadores José Walter de Oliveira (PSDB) e Luis Nalim (PTB) na licitação para a terceirização do transporte escolar da prefeitura local no final de fevereiro.
A CEI, aprovada na semana passada, foi considerada irregular devido à incompatibilidade com a Constituição Federal. De acordo com a mesa diretora, o requerimento da CEI foi apresentado com três assinaturas, no entanto, a Constituição exige a assinatura de um terço dos vereadores. No caso de Jacarezinho seriam necessários, no mínimo, cinco assinaturas. O requerimento foi assinado por Reginaldo Lopes (PPS), Cleide Cesco (PMDB), Américo Alves Pereira Neto (PDT) e Tomás Aimone Filho (PPS).
O autor do requerimento, Aimone Filho, disse que achou ''estranho'' que na primeira oportunidade a CEI tenha sido aprovada por unanimidade, e na segunda o requerimento não tenha obtido nem ao menos cinco assinaturas. O presidente da Câmara, Reginaldo Lopes (PPS), disse que caso o requerimento pedindo a CEI ainda obtenha cinco assinaturas ele será apreciado.
Um empresário, que não quis se identificar, confirmou que o processo de licitação sofreu interferência por causa do vínculo dos vencedores com um dos vereadores. A denúncia de um grupo de empresários derrotados provocou, além da criação da CEI, a instalação de um procedimento investigatório do Ministério Público.

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