Curitiba - Os vereadores de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, desaprovaram as contas do ex-prefeito Gil Lorusso (PTB) referentes ao exercício de 2000. A prestação de contas teve a aprovação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas foi rejeitada por unanimidade pela Câmara Municipal. O vereador Sebastião Duélis de Barros (PSDB) explicou que os parlamentares receberam do procurador Jurandir Batista Salgueiro documentos que trariam supostas irregularidades administrativas, como contratação de funcionários públicos sem concurso e execução de obras sem licitação.
Barros disse que apenas com frete a prefeitura de Piraquara teria gasto R$ 226,2 mil em 2000. Os gastos com limpeza pública chegariam a R$ 134,2 mil em 2000 e com saibro, R$ 51,3 mil. ''Somente com obras sem licitação, os gastos irregulares somaram R$ 348,1 mil'', garantiu o vereador tucano.
As contas de 2000 foram as primeiras a serem analisadas pelos vereadores. Ainda não foram encaminhadas as contas de 1997 a 1999. Nos quatro anos de administração, os gastos irregulares somariam segundo os cálculos do vereador R$ 5 milhões. Com a CF Recursos Humanos, a prefeitura teria gasto R$ 1,9 milhão; com Recibos de Pagamento Autônomo (RPA) os gastos chegariam a R$ 1,1 milhão; com a Associação de Proteção a Maternidade Infantil de Piraquara (APMI), os gastos seriam de R$ 1,9 milhão. A presidente da APMI seria, na oportunidade dos investimentos, a mulher de Lorusso. ''As irregularidades são gritantes. Não tem como contestar'', garantiu Barros.
A assessoria de imprensa do TCE informou que nenhuma irregularidade foi encontrada nas contas de Lorusso em 2000. ''Estão querendo me prejudicar. Tudo o que eu fiz foi dentro da lei. Isso tudo não passa de uma jogada política para acabar com meu nome'', acusou. O atual prefeito não retornou as ligações da Folha.

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