Vereadores rejeitam aumento de salário para Executivo
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
A Câmara de Londrina aprovou ontem em segunda discussão, e também já em redação final, o aumento do subsídio dos vereadores de R$ 5.724,00 para R$ 12.000,00 - valendo a partir da próxima legislatura, em 2013 -, mas retiraram do mesmo projeto os artigos que também definiam um reajuste salarial para o prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. A justificativa foi que, para os representantes do Executivo, um eventual aumento poderia ser discutido no ano que vem. Se o projeto fosse aprovado na íntegra, o aumento para o Executivo passaria a vigorar imediatamente.
A última sessão da Casa antes do recesso parlamentar - que só retorna agora em fevereiro - foi agitada, principalmente por conta das pessoas que lotaram as galerias da Casa para protestarem contra o aumento de 109,7% no salário dos parlamentares. Sandra Graça (PP) queria apresentar uma emenda ao projeto para que o aumento para prefeito, vice e secretários também só valesse para janeiro de 2013, mas a Comissão de Justiça da Casa não quis dar parecer favorável à tramitação. Dessa forma, ela pediu para que esses artigos fossem votados separadamente, e eles foram rejeitados em plenário por 12 votos a seis.
O substitutivo aprovado na sessão de segunda-feira, além de prever aumento de 109,7% para vereadores, aumentava o salário do prefeito de R$ 13.865,28 para R$ 19.911,42, do vice-prefeito de R$ 5.199,48 para R$ 7.466,00 e de secretários municipais de R$ 6.499,35 para R$ 12.000,00. ''Não é que não vamos discutir o aumento, mas precisamos fazer isso com calma e no próximo ano. Não acho certo aumentar o salário no meio do mandato'', explicou Sandra.
A vereadora negou ainda que essa retirada fosse uma retaliação ao arquivamento da Comissão Processante (CP) da Saúde contra o prefeito, também na tarde de ontem. ''Não foi isso. Só queremos discutir isso com calma. E se voltar o projeto querendo aprovar aumento para 2012, vou votar não'', finalizou.
Antes da votação, os vereadores tiveram dificuldade para falar no plenário, porque os manifestantes gritavam o tempo todo, pedindo para que eles não aprovassem o projeto.
Na segunda-feira, quando a proposta foi analisada em primeiro turno, votaram contra o projeto apenas três vereadores: Marcelo Belinati (PP), Lenir de Assis (PT) e Roberto Fú (PDT). Os três vereadores repetiram, ontem, o voto contra. Apenas Eloir Valença (PT), que se absteve na primeira votação, também votou ontem ''não'' ao projeto em segunda discussão.
Em relação ao subsídio dos representantes do Executivo, somente seis vereadores queriam manter o aumento deles no mesmo projeto - Jairo Tamura (PSB), Padre Roque (PR), Roberto da Farmácia do Vivi (PTC), Sebastião dos Metalúrgicos (PDT) e Roberto Fú - que foi contra o aumento para vereadores, mas favorável ao aumento para os demais. A base governista perdeu, porém, dos outros 12 vereadores, que rejeitaram o aumento. Jacks Dias (PT) estava ausente nas duas votações. O líder do prefeito na Casa, Jairo Tamura (PSB), não quis comentar o assunto. A matéria segue agora para sanção ou veto do prefeito.


