Vereadores recusam comissão contra prefeito de Guarapuava
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quarta-feira, 29 de novembro de 2000
Luiz Carlos Dias Junior De Guarapuava Especial para a Folha 
A Câmara de Vereadores de Guarapuava rejeitou, anteontem à noite, por 11 votos a 8, a abertura de uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito Vitor Hugo Burko (PSDB). O pedido, encaminhado ao presidente do Legislativo, Valtair Siqueira Albertti (PSDB), por Jocimara Delatre Brandalize, foi arquivado. Ele tinha como base o relatório geral sobre as investigações feitas pelo Ministério Público (MP) contra o prefeito, denunciado por improbidade administrativa. Apenas um vereador não votou por estar ausente da sessão.
Segundo o vereador Vilson Kaminski Rodrigues (PFL), a Câmara terá que aguardar o resultado na Justiça para poder agir. Qualquer pessoa pode entrar novamente com o pedido, mas a bancada do prefeito é maior e pode acontecer o que já ocorreu na noite de anteontem, disse. Ele não descartou, porém, a possibilidade de a população pressionar os vereadores a mudar o seu voto através de manifestações.
Os vereadores que votaram favoráveis à instauração da CP são: Darci Zanlorenssi (PV), Vilson Rodrigues e Sílvio Nogueira Bernarde (PFL), João Bosco Pires (PDT), Hamilton Carlos de Lima (PPB), Carlos Eduardo Ribas de Abreu (PRP), Antenor Gomes de Lima (PT) e Mariano Rossa Rogenski (PSB).
Já os que votaram favoráveis ao arquivamento são: Arildo Ferreira, Norton Bastos e Edival da Silveira (PMDB), Roni Santos (PSDB), Almira Angeluci e Celso Kogute (PDT), João Mendes (PSDC), Osdival Gomes de Lima (PTB) e Severino Genuíno Dourado (PTB), Edony Kleber (PPS) e Élcio Melhem (PFL). O vereador João Prates (PPS) não estava na sessão e o presidente Valtair Albertti não precisou votar.
Burko preferiu não se manifestar. Ele é acusado pelo MP de ter contratado 33 pessoas sem concurso público. Ele deverá formular sua defesa baseado no fato de que as contratações foram necessárias porque estava com uma série de projetos importantes na área social e precisava de pessoal em caráter de urgência, argumentou o procurador-geral do município, Amoriti Trinco Ribeiro. O MP pede que sejam devolvidos R$ 250 mil gastos na contratação.


