Após o impacto inicial e a troca de queixas mútuas entre as partes, saiu de pauta na sessão de ontem da Câmara de Vereadores de Londrina - a última antes do recesso de julho - o projeto de lei que pedia a extinção do Conselho Municipal de Planejamento Urbano (CMPU). Ao invés de eliminar o órgão, a matéria encabeçada pelo vereador Flávio Vedoato (PSC) recebeu dois substitutivos que alteram completamente a idéia original: ambos estabelecem a criação de uma comissão de zoneamento dentro do Legislativo, com representação parlamentar e também de outros setores - bem semelhante ao que já vigora dentro do próprio CMPU, composto por 15 conselheiros.
No primeiro turno, a votação em regime de urgência questionava, por meio de Vedoato, o fato de o presidente do CMPU, engenheiro Nilton Capucho, assinar Relatório de Impacto Ambiental Urbano (Riau) - da empresa de Capucho - empresas que pleiteavam doações de área ao Município. As mesmas, alegou o vereador, teriam recebido paracer favorável à implantação por parte do Conselho.
Ontem, todo o alarde foi em parte resolvido com uma conversa entre os dois. Segundo o presidente do CMPU, ele teria ouvido que a iniciativa foi uma forma de provocar uma discussão sobre o papel do órgão. Mas arrematou: ''Creio que não foi da forma mais apropriada. E se o vereador (representante da Câmara na penúltima composição do CMPU) tivesse participado das reuniões, às quais nunca foi, talvez não teríamos chegado a esse ponto. A Câmara foi muito ausente, mas isso está mudando, felizmente'', concluiu.
Vedoato amenizou a polêmica afirmando que ''nunca fui a favor da extinção do Conselho, tanto que a reunião com ele (Capucho) foi bem amistosa''. Questionado sobre a não-participação nas reuniões do CMPU como membro indicado pelo Legislativo, Vedoato desdenhou. ''Não fui mesmo a nenhuma, pois recebia a pauta das reuniões (mensais ou quinzenais, quando extraordinárias) apenas de véspera'', justificou.

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