Vereadores rebatem acusação
Os vereadores citados pela defesa de Osvaldo Bergamin (sem partido) negaram que os funcionários cujos nomes foram apresentados à Comissão de Ética sejam ou fossem fantasmas. O presinde da Câmara, Sidney de Souza (PTB) refutou que João Frisseli, lotado no gabinete entre março de 2007 e maio passado, desempenhasse ao mesmo tempo as funções de atendente na farmácia da Prefeitura e de assessor comunitário. ''É totalmente descabida essa imputação'', defendeu-se. ''Por que a exoneração recente? ''Porque ele ganhava pouco'', justificou Souza.
Tercílio Turini (PPS) reagiu de forma semelhante, ao ser indagado sobre dois assessores que não cumpririam expediente no gabinete. ''Isso não tem o menor fundamento. Um desses assessores, o Arnaldo, foi exonerado do posto em 3 de maio de 2006, e isso porque arrumou serviço em um colégio particular e não queria problemas de carga horária'', alegou. ''Quanto ao outro, o Roberval, acredito que houve uma confusão: quem trabalha na empresa de café citada pelo advogado é o irmão gêmeo do meu assessor'', encerrou.
''Infundada'' também foi a classificação dada por Fernando Nicolau (PP) para justificar a acusação de Neves: conforme o advogado, ele manteria lá um fantasma da Assembléia Legislativa, o assessor do deputado Antonio Belinati (PP), Emerson Petriv. ''O Émerson não é meu assessor, não tem vínculo com meu gabinete: ele está na Câmara e passa pelos gabinetes do PP (quatro, ao todo) quando o Belinati não está na cidade. Ele leva informações da Câmara para o Belinati, porque Londrina é base eleitoral dele', justificou.
Em relação a Sebastião Sales, irmão da ex-vice-governadora Emília Belinati, o vereador Marcelo Belinati (PP) resumiu: ''Foi exonerado a pedido em fevereiro do ano passado, mas nunca exerceu atividade paralela ao gabinete. Isso é uma cortina de fumaça'', avaliou. (Janaina Garcia/Reportagem Local)





