O fim da carência de 15 minutos no estacionamento rotativo da Zona Azul de Londrina e as mudanças no sistema de cobrança foram alvos de críticas dos vereadores na sessão de ontem.
Com o apoio de 11 colegas, Jamil Janene (PP) apresentou um projeto que restabelece os 15 minutos livres na Zona Azul. Ele lembrou que, em 2008, o ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) tentou acabar com a carência, mas a Câmara aprovou lei garantindo o tempo livre. Em dezembro do ano passado, porém, os vereadores aprovaram e o então prefeito Gerson Araújo (PSDB) sancionou lei permitindo a criação de vagas sem tolerância de 15 minutos.
''Essa alteração legislativa trouxe vários problemas aos motoristas. Tradicionalmente há 15 minutos de carência que são essenciais para quem faz paradas rápidas'', declarou Janene.
Já o vereador Mário Takahashi (PV) pretende apresentar outro projeto de lei, mas para reformular a forma de cobrança. No sistema antigo de parquímetros, o motorista pagava apenas pelos minutos que ficava parado. A máquina devolvia o tempo extra pago antecipadamente pelo usuário. ''No novo sistema, por exemplo, se você deixar pago duas horas mas retirar o carro após meia hora, não receberá o troco, não receberá a hora e meia a mais que pagou'', explicou. ''Queremos corrigir isso e garantir justiça ao sistema.''
Uma reunião para discutir as mudanças na Zona Azul foi agendada para a próxima segunda-feira, às 15 horas, na Câmara. Além de vereadores, participam da reunião os dirigentes da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), administradora da Zona Azul.

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