Três vereadores de Campo Mourão vão propor nesta semana a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação das duas funerárias do município. O vereador Celso Hruschka (PMDB) disse já ter o apoio de um terço dos membros da Câmara (seis) para que a formação da CPI possa ser colocada em votação.
A idéia de se investigar as funerárias surgiu depois que o vereador Isidorio Moraes (PSL) precisou contratar o translado de um corpo de Curitiba a Campo Mourão e descobriu que não havia concorrência para o serviço. Ele procurou uma funerária e, ao considerar o preço pedido muito alto, tentou o outro estabelecimento. Mas se surpreendeu ao ser informado que o único concorrente funcionava no mesmo prédio e com a mesma direção.
Segundo Moraes, as funerárias pediram R$ 780,00 pelo translado do corpo. ‘‘Um táxi cobra R$ 400,00’’, protestou. Revoltado, ele se juntou a Hruschka e Luiz Carlos Kehl (PFL) na tentativa de formar uma CPI. Eles até já providenciaram uma tabela de preços de fábrica de urnas funerárias para argumentar que a margem de lucro das funerárias é muito alta.
O gerente das funerárias Sesf e São Pedro, que atuam em Campo Mourão há mais de seis anos, José Sobral, não quer comentar o caso. O funcionamento das duas funerárias em um único endereço, no entanto, não é novidade na cidade. A ‘‘união’’ foi aprovada pelo Conselho Municipal de Serviços Funerários sob a alegação de que evitaria reajustes nas urnas funerárias.

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