Vereadores pedem ação contra concessionária que abriu valetas em desvio de pedágio


Rafael Machado - Grupo Folha
Rafael Machado - Grupo Folha

Sete vereadores de Arapongas elaboraram um requerimento para que o Ministério Público intervenha na rua Rabilonga Vermelha, estrada rural usada como desvio do pedágio da BR-369, na entrada da cidade. A solicitação foi aprovada durante a sessão desta segunda-feira (10). A praça de cobrança é administrada pela Viapar. O acesso para que os usuários não paguem a tarifa de R$ 10,80 é polêmica desde o ano passado. Para os parlamentares, o estopim foi quando um carro caiu em um buraco aberto no terreno. Na época, o motorista foi socorrido com ferimentos leves.


Um dos autores do pedido, o vereador Fernando Oliveira (PSDB) tratou o caso como um crime ambiental. "Eles (Viapar) não podem continuar abrindo valetas desse jeito em um terreno que pertence à prefeitura. É um verdadeiro crime para quem conhece um pouco da legislação. Enviamos essa demanda para que o MP, se assim entender, entre com uma ação civil pública contra a concessionária e tome outras medidas", explicou. 




Vereadores pedem ação contra concessionária que abriu valetas em desvio de pedágio
Reprodução/Whatsapp
 


No requerimento, os políticos consideram que a Prefeitura de Arapongas "tem se mostrado conivente e omissa com atos ilícitos praticados pela Viapar em prejuízo ao patrimônio público, aos araponguenses e ao meio ambiente". "Eu entendo que a responsabilidade é da concessionária, mas a administração municipal não pode aceitar com o que está acontecendo", argumenta o vereador. 


Em 2017, empresa e prefeitura definiram um acordo para fechar o desvio na Rabilonga Vermelha. Em troca, moradores que passam todos os dias pelo pedágio teriam desconto no pagamento de 79% para automóveis de passeio e 74% para automóveis pesados. A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Viapar para comentar a posição dos vereadores e ainda aguarda resposta da concessionária. 


O imbróglio com a Viapar também afeta quem mora em Rolândia. O vereador João Ardigo (PSB), que ajudou a criar o movimento Tarifa Zero, grupo que pedia a isenção da cobrança, afirma que os buracos abertos prejudicaram os motoristas que utilizavam vias alternativas para Arapongas. Ele defende que as duas cidades sejam interligadas sem a necessidade do pedágio. O contrato atual vence em 2021. "O Plano Diretor prevê a criação de uma marginal que sai da Estrada do Ceboleiro até a Rabilonga Vermelha. Essa alternativa ainda está sendo discutida", informou.  


Em nota, a Viapar afirmou que "as intervenções realizadas pela concessionária não prejudicaram o meio ambiente e atenderam às normas técnicas e legais".


(Atualizada às 17h)

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