Vereadores passam a ser monitorados por tornozeleira eletrônica
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Guilherme Marconi <br> Reportagem local 

O vereador afastado Rony Alves (PTB) foi o primeiro dos 11 investigados pela Operação ZR-3 do Gaeco a comparecer ao Creslon (Centro de Reintegração Social de Londrina), na zona leste, para instalação da tornozeleira ainda na manhã desta quarta-feira (24). De acordo com o advogado de Alves, Maurício Carneiro, a defesa ainda não teve acesso ao processo para poder tomar decisões para poder entrar com recurso na justiça. "Eu conversei com ele (Rony) e ele está muito tranquilo, não cometeu nada ilícito, nada irregular, nada de imoral. Nós precisamos saber o que se trata, se alguém envolveu o Rony de forma indevida", disse Carneiro. A defesa pediu ao Ministério Público acesso as informações da investigação.
A defesa do presidente da Câmara, Mario Takahashi (PV) também alegou que não obteve acesso a decisão judicial que afastou o vereador por 180 dias do cargo e indicou o uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar. "Ninguém teve acessos aos autos, ainda é muito precoce. O que eu sei é o que a imprensa sabe", disse o advogado Michel Neme Neto. O ex-presidente do Legislativo também foi ao Creslon para receber o aparelho de monitoramento. "A gente está conjecturando o que pode ter levado a isso. Ele não se lembra de nenhum fato que minimamente possa ter envolvido o nome dele nesses fatos".
A FOLHA não conseguiu contato com a defesa dos demais investigados. Além dos dois vereadores, estão na lista de investigados o assessor do vereador Rony Alves Evandir Duarte de Aquino, o ex-secretário municipal de Obras e diretor de Loteamento da secretaria, Ossamu Kaminagakura, a ex-diretora do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), empresária e membro do CMC (Conselho Municipal da Cidade), Ignes Dequech Alvares, o ex-secretário municipal do Ambiente, empresário e membro do CMC Cleuber Moraes Brito, o empresário e também membro do conselho Luiz Guilherme Christino Alho, e os empresários Brasil Filho Theodoro Mello de Souza, José Lima Castro Neto, Homero Wagner Fronja e Vander Mendes. Todos eles terão um prazo de 24 horas para se apresentarem ao Creslon (Centro de Reintegração Social de Londrina) para a colocação das tornozeleiras eletrônicas.
GESTÃO KIREEFF
O ex-prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PODE), disse que acompanhou pela imprensa a notícia de envolvimento de dois ex-secretários da sua gestão envolvidos no suposto esquema de corrupção ocorrido na Câmara Municipal. "Se eu tivesse qualquer tipo de conhecimento desse esquema eu tomaria todas as medidas apropriadas para denunciar". O ex-prefeito não é alvo de investigação do Gaeco, entretanto disse estar disposto a colaborar caso seja convocado a prestar depoimento como testemunha. "É triste, mas é bom. É importante que isso aconteça. Quem pisa na bola tem que ser investigado e julgado. A gente torce para que haja punição."


