Na primeira sessão plenária da Câmara de Vereadores de Londrina após as eleições, ontem, quatro dos 11 vereadores não reeleitos para 2013 criticaram duramente alguns eleitos novatos e ex-vereadores que voltarão à Casa no próximo ano. Quase todos os vereadores lamentaram a campanha desigual dentro dos partidos políticos. Sem citar nomes de supostos beneficiados, eles também criticaram o oferecimento de vantagens indevidas em troca de votos. Ainda houve menção a dois ex-vereadores que voltaram à Casa, Jamil Janene (PP) e Sidney Souza (PTB), condenados pela 3 Vara Criminal a nove anos de prisão por cobrança de propina de empresários interessados na aprovação de projetos na Câmara.
Alguns vereadores da atual legislatura fizeram mais votos que Mário Takahashi (PV), mas não conseguiram se eleger por conta do desempenho de seus partidos e coligações (veja quadro). Takahashi foi o vereador eleito no domingo com o menor número de votos, 1.146.
O vereador do PMDB Tito Valle foi o que fez o discurso mais crítico aos ex-vereadores, ressaltando que ''infelizmente, nem sempre o critério usado nas urnas é o da competência e o da ética''. ''Às vezes o critério usado é do cinquentão. Lamentavelmente, alguns que foram eleitos já escreveram páginas terríveis na Câmara.''
Amauri Cardoso (PSDB) disse que, mesmo não sendo reeleito, fez sua parte durante o mandato, citando principalmente a denúncia que fez ao Gaeco do suposto esquema de compra de votos para apoio do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT). ''Sei que fiz a diferença nessa legislatura e temos muitas coisas para fazer até dezembro'', alegou. Apesar do discurso otimista, o vereador classificou a campanha como desigual. ''Financiamento da iniciativa privada e particular para campanha de cargos públicos é ruim, desigual. Não tem como competir'', criticou.
Joel Garcia (PP) ressaltou que a fiscalização ao Executivo deve continuar, e que sai da Câmara com ''a sensação de dever cumprido'', mas não deixou de alfinetar dois novatos da próxima legislatura. ''Agora teremos um Richa aqui na Câmara, mais um pastor, que já deve ter comprado um GPS, porque não sabia onde era a Rua Parigot de Souza'', atacou o pepista, fazendo referência ao eleito Gustavo Richa (PHS) e ao novato Emanoel Gomes (PRB), que é pastor da Igreja Universal, veio do Rio de Janeiro há dois anos, e mesmo assim conquistou 3.213 votos nesta eleição.
Antenor Ribeiro (PCS) também discursou, alegando que assumiu a suplência esse ano - após a morte do vereador Pastor Renato Lemes, em março - e cumpriu seu papel. ''Entrei no Legislativo por um motivo, e ajudei a Câmara a resgatar um pouco sua imagem, aprovando a CP que culminou na cassação do Barbosa, saio satisfeito'', declarou. Já Sebastião dos Metalúrgicos (PDT) acredita que ter sido ''líder do prefeito cassado atrapalhou muito'' sua candidatura.
Ivo de Bassi agradeceu aos eleitores, mas não debateu o assunto. Já Roberto da Farmácia do Vivi (PTC) e Marcos da Horta (PP) não comentaram o assunto. Eloir Valença (PHS), Rodrigo Gouvêa (PTC), Jairo Tamura (PSB) não registraram presença na sessão.

Imagem ilustrativa da imagem Vereadores justificam derrota nas urnas e alfinetam eleitos
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