Vereadores gaúchos extinguem salários
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quinta-feira, 13 de maio de 2004
Elder Ogliari<br>Agência Estado 
Porto Alegre - Uma inédita aliança entre os principais partidos do município vai fazer da eleição para prefeito de Campinas do Sul (RS) uma das mais tranquilas do País e mudar radicalmente a estrutura de gastos públicos a partir de 2005. Os atuais vereadores aprovaram, na segunda-feira, a extinção dos salários do próximo mandato e a redução de 28% dos vencimentos do prefeito, vice e secretários que assumirem no ano que vem. Os projetos foram sancionados quarta-feira pelo prefeito Carlos Corbelini (PDT).
As medidas fazem parte de um movimento para promover o crescimento econômico do município pactuadas por antigos rivais políticos como o PMDB, o PDT, o PP e o PT, que vão lançar chapa única à prefeitura. PTB, PFL e PSB, recém-estruturados no município, foram convidados a participar e tendem a aceitar. O salário do prefeito vai cair dos atuais R$ 5,8 mil para R$ 4,2 mil.
Os vereadores deixarão de ganhar R$ 748 por mês. A economia de R$ 700 mil durante o próximo mandato deve ser usada para atrair indústrias e gerar empregos, avisa o atual presidente da câmara, Geison Bortulini (PMDB).
Campinas do Sul é um pequeno município de 8,3 mil habitantes, a 400 quilômetros de Porto Alegre, na região do Alto Uruguai. A economia local depende da cultura da soja e da criação de aves e suínos. Mas conta também com algumas indústrias de móveis, de confecções e de laminados de madeira. A prefeitura administra um orçamento de R$ 6,8 milhões por ano, não tem dívidas e mantém cerca de R$ 1,5 milhão de saldo em caixa.
Segundo o vereador Bortulini o analfabetismo é insignificante e todo o lixo produzido no município é reciclado. Os gastos de 22% do orçamento com saúde mantém um hospital público totalmente gratuito e sem filas.


