Cinco dos oito vereadores de Londrina que disputam uma vaga na eleições deste ano aumentaram seus patrimônios nos últimos dois anos; dois parlamentares ficaram "mais pobres" e um continuou na mesma, com "patrimônio zero".
Um dos aumentos mais significativos é o do patrimônio de Lenir de Assis (PT), que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa, ao lado de outros seis parlamentares municipais. Em 2012, seus bens declarados somavam R$ 70,3 mil e agora totalizam R$ 211,8 mil, ou seja, um crescimento de 200%. Porém, o principal motivo do aumento é a atualização de dois imóveis, que foram declarados há dois anos com valores de R$ 5 mil e R$ 10 mil e, agora, estão avaliados em R$ 120 mil e R$ 60 mil.
O patrimônio de Padre Roque (PR) também cresceu bastante em relação a 2012. Naquela ocasião ele dispunha apenas de um veículo Peugeot 307, avaliado em R$ 35 mil. Agora, com a atualização do valor daquele carro (para R$ 49,6 mil) e a aquisição de outro veículo (um Focus 2005, avaliado em R$ 46,7 mil), os bens saltaram para quase R$ 108 mil, aumento em torno de 200%.
Emanoel Gomes (PRB), que nenhum bem havia declarado em 2012, agora tem um veículo Cruze, avaliado em R$ 58 mil.
O vereador Mário Takahashi (PV), o único que concorre à Câmara Federal, tem o maior patrimônio entre os colegas: R$ 1,1 milhão. O valor é 35% maior do que a soma dos bens em 2012, quando elegeu-se vereador e tinha bens estimados em R$ 832,1 mil. Metade do patrimônio do candidato (R$ 565 mil) é de "disponibilidades", ou seja, dinheiro em espécie. Advogado, ele também tem cotas em empresas, um imóvel e créditos de empréstimos.
Gaúcho Tamarrado (PDT) tem o segundo maior patrimônio, de R$ 382,7 mil, que também cresceu em relação a 2012, quando declarou
R$ 240,8 mil. Em 2008, porém, quando disputou a Câmara de Londrina pela primeira vez (e não foi eleito), ele tinha R$ 291,9 mil.
Entre os vereadores que "empobreceram" está Rony Alves (PTB), atual presidente da Câmara. Em 2012, seus bens – um apartamento e um veículo Gol – somavam R$ 111,7 mil. Na declaração de patrimônio atual, constam dois veículos que somam R$ 58 mil, além de dinheiro em conta corrente. Gustavo Richa (PHS) também apresentou patrimônio menor que nas últimas eleições, quando dispunha de R$ 215 mil, valor de um apartamento. Agora, declarou apenas R$ 125 mil, mas aquele imóvel continua na declaração, porém, entrou como um imóvel financiado, além da compra de outro apartamento, também financiado.
Júnior dos Santos Rosa (PSC), pela terceira eleição consecutiva, declarou não ter bens.

Imagem ilustrativa da imagem Vereadores ficam ‘mais ricos’ em dois anos