A Justiça Eleitoral de Londrina já recebeu as primeiras prestações de contas dos vereadores eleitos para a 15 Legislatura - três, das 19 que são aguardadas. O prazo para as declarações se encerra na próxima terça-feira. Quem disputou o segundo turno tem até o dia 25 de novembro para a entrega. A documentação protocolada na 41 Zona Eleitoral, no caso dos eleitos, traz valores que variam entre R$ 4.147 e R$ 13.548. Outros cinco protocolos de candidatos que não conseguiram se eleger - 388 para a Câmara e sete para a Prefeitura - vão desde os R$ 1.489 aos R$ 7.319,85. Na grande maioria dos casos, o valor do arrecadado em receita é o mesmo que o declarado nas despesas.
No último dia 18, a FOLHA publicou uma estimativa de quanto os futuros parlamentares, segundo cálculos preliminares deles próprios, teriam gasto em suas campanhas. Dos 18 que aceitaram responder, a soma ficou próximo a R$ 370 mil. O único que se recusou a apresentar quaisquer números foi José Roberto Fortini (PTC).
Nono vereador mais votado de Londrina, com 2.546 votos, Fortini declarou arrecadação de R$ 4.147 entre recursos próprios, de seu contador e de André Vargas, candidato do PT à Prefeitura, o qual entrou com R$ 2.876 do total. No demonstrativo de despesas, nos mesmos R$ 4.147, o candidato apontou gastos sobretudo com material impresso e produção de programas para rádio e TV.
Gerson Araújo (PSDB), eleito com 2.783 votos na quinta colocação e que, à FOLHA, traçara estimativa de ''menos de R$ 10 mil, sobretudo com material de campanha, publicidade em jornais, combustível e 109 mil correspondências via Correio'', ficou um pouco acima do valor: arrecadação de R$ 13.548 e despesa idêntica. Na receita de Araújo, pesaram sobretudo as doações de pessoas físicas e os recursos próprios. A destinação dos gastos confere com a previsão do candidato.
A maior disparidade entre a preliminar apresentada à reportagem e a declaração oficial à Justiça foi a prestação de contas de Tito Valle (PMDB): eleito com 2.105 votos (14º colocado), Valle estimara ter gasto ''de R$ 15 mil a R$ 20 mil''. Na prestação, o valor é pelo menos quatro vezes menor: R$ 4.870, o mesmo declarado como arrecadação. A maior parte do arrecadado pelo peemedebista veio de doações: R$ 4.826,08, ao todo, sobretudo de pessoas físicas, entre as quais, o ex-vereador e diretor na Sercomtel Leonilso Jaqueta, que assinou dois recibos à campanha do colega de partido: um de R$ 1 mil e um de R$ 741,08. Nas despesas, Valle apontou destinação maior à confecção de material impresso (R$ 4.049,53) e aos gastos com combustível e lubrificante (R$ 741,08), além de R$ 11 em alimentação.
Procurado ontem pela FOLHA, o peemedemista justificou a diferença de valores: ''Naquela previsão (para o jornal), tinha considerado também os quase 90 dias em que parei as atividades no meu escritório de advocacia para ficar à disposição exclusivamente da campanha. Ou seja: não arrecadei profissionalmente nesse tempo'', explicou.

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