Vereadores eleitos dizem ter gasto mais de R$ 370 mil
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Janaina Garcia e Fábio Cavazotti<BR>Reportagem Local 
Dezoito dos 19 vereadores que vão compor a 15 Legislatura na Câmara de Vereadores de Londrina, a partir de 1º de janeiro, garantem ter gasto, juntos, pouco mais de R$ 370 mil para se eleger. O número se baseia em um levantamento feito pela FOLHA com os eleitos, que, ainda que não tenham formalizado a prestação de contas à Justiça Eleitoral - a data-limite é 4 de novembro -, concordaram em apresentar à reportagem dados preliminares. Apenas um vereador eleito (com 2.546 votos), o novato José Roberto Fortini (PTC), o ''Roberto da Farmácia'', não quis se manifestar a respeito: ''Trabalho em cima de fatos concretos'', encerrou.
Os números apresentados à FOLHA variam entre os R$ 1,8 mil de Ivo de Bassi (PTN) aos R$ 90 mil do ex-secretário de Gestão Pública da atual administração, Jacks Dias (PT).
Vereador mais votado, Marcelo Belinati (PP) estima ter gasto entre R$ 25 mil e R$ 30 mil na reeleição que lhe rendeu 8.076 votos. ''É um valor preliminar; diz respeito a combustível, impresso e contratação de pessoal'', explicou. Também reeleito, mas com 5.069 votos, Roberto Kanashiro (PSDB) citou ''algo em torno de R$ 25 mil, mais com material da campanha, pois não contratamos ninguém''. Terceiro colocado, Paulo Arildo (PSDB) se reelegeu com 3.414 - no valor que estima ter sido ''de R$ 15 mil a R$ 20 mil'', especificados como santinhos, cartazes, combustível e adesivos.
Reeleita, Sandra Graça (PP), com 3.095 votos, disse que a contabilidade ''está fechando os números; de R$ 15 mil a R$ 20 mil''. Com o quê? ''Com adesivos, santinho, e, principalmente, com Correio.''
Gerson Araújo (PSDB), eleito com 2.783 votos, traçou a estimativa de ''menos de R$ 10 mil, sobretudo com material de campanha, publicidade em jornais, combustível e 109 mil correspondências via Correio''. Padre Roque (PTB), eleito com 2.708 votos, disse que vai fechar a contabilidade da campanha nos próximos dias com números ''até em torno de R$ 17 mil, 19 mil - em espécie e doação''.
Sebastião Raimundo (PDT), eleito com 2.659 votos, acredita ter consumido ''em torno em R$ 15 mil - mais com material de campanha e combustível''. Jairo Tamura (PSB), com 2.569 votos, estimou ''em torno de R$ 12 mil a 14 mil. Como combustível foi liberado pelo Barbosa (Neto, do PDT), gastei mais com material impresso''. Lenir de Assis (PT), com 2.392, afirmou que os ''cerca de R$ 25 mil'' que podem ter sido gastos se referem ''a material de campanha, combustível, telefone, Correio. O comitê era uma casa cedida''.
Joel Garcia (PDT) estimou seus gastos em R$ 17 mil. ''Os gastos com gráfica subiram muito desde a última eleição''. O reeleito Roberto Fu (PDT) disse que gastou ''uns R$ 14 mil. E algumas pessoas colaboraram com doações em material''. Rony dos Santos Alves (PTB) estimou em R$ 6 mil o custo da campanha. ''O mais caro é o combustível, e programa de rádio e TV, mas isso a coligação pagou.''
Tito Vale (PMDB) também disse que o maior custo foi de impressos. No total, ele estima ter gasto ''de R$ 15 mil a R$ 20 mil''. A campanha mais cara para a Câmara foi a do ex-secretário Jacks Dias (PT). Ele disse que o custo ficou ''em torno de R$ 90 mil'', mas disse desconhecer quais os itens que mais pesaram. O reeleito Renato Lemes (PP) declarou gasto de R$ 6,5 mil. ''Foram só os santinhos e alguns adesivos''. Já Rodrigo Gouvêa (PRP) disse que sua campanha ''não deu R$ 10 mil''.''O mais caro foram os banners'', afirmou.
Eloir Valença (PT) declarou gasto de R$ 30,9 mil. ''Isso inclui o pessoal, telefone e o material de campanha'', disse. Já Ivo de Bassi (PTN) declarou um dos menores gastos - R$ 1,8 mil. ''Só tivemos adesivo, santinhos e o gasto com combustível.''


