Os partidos políticos definem nos próximos dias o apoio dos vereadores eleitos no segundo turno das eleições em Londrina. Apenas os ligados ao PT e PSL garantiram apoio incondicional a Nedson Micheleti (PT) e Antônio Belinati (PSL), respectivamente. Vereadores cujos partidos estavam coligados no primeiro turno a essas duas siglas também disseram que devem permanecer com a aliança.
Eleito para seu oitavo mandato, Renato Araújo (PP) apontou que vai apoiar Belinati seguindo a lógica da primeira etapa das eleições. ''O vice dele (Carlos Bordin) é do meu partido'', justificou. Entretanto, Araújo disse que pretende manter seu apoio ao futuro prefeito independente de quem ocupe a cadeira. ''Se o projeto for bom eu vou apoiar'', argumentou.
Orlando Bonilha (PL), que segue para seu terceiro mandato, adiantou que vai continuar apoiando Nedson, como fez no primeiro turno. Mas ele acrescentou que seu posicionamento na Câmara será de independência. ''Vamos continuar com proposta de parceria caso o Nedson vença mas terá divergências quando necessário'', completou.
O médico Tercílio Turini (PSDB), segundo vereador mais votado com 6.342 votos, antecipou que seu voto vai para o prefeito Nedson Micheleti. ''Como posição partidária, vamos articular uma reunião para definir o posicionamento do PSDB. Individualmente eu vou votar no Nedson'', disse.
Os outros vereadores ficaram em cima do muro. Sidney de Souza (PTB) justificou que tem compromisso moral e político com seus eleitores. ''Vou manter contato com o partido mas vai prevalecer a decisão do grupo que tem me acompanhado nesses oito anos de carreira política. Tenho carinho especial pelos dois candidatos'', apontou.
O vereador Carlos Tamarozzi (PTB) disse estar aguardando definição do partido e também do movimento do qual é representante. ''Pessoalmente não tenho preferência'', afirmou. Roberto kanashiro (PSDB) também quer aguardar o posicionamento do partido, mas avaliou: ''Pessoalmente, pela postura que a gente tem de sempre querer combater a corrupção, acho difícil manifestar apoio ao Belinati. Mas já demos aval ao Nedson há 4 anos e ele não correspondeu. A população deixou a gente numa sinuca''.
Sandra Graça (PDT) admitiu ter uma posição pessoal mas não quis adiantar. ''Por respeito ao partido não vou divulgar minha preferência. Vamos debater e espero chegar num consenso. Vou tentar fazer com que o partido se convença do que é melhor para nós e tem também que pensar nas eleições para governador'', contextualizou.
Henrique Barros (PMDB) quer aguardar a decisão da deputada estadual Elza Correia (PMDB). ''Sou novo no PMDB. Quero trabalhar junto com o PMDB'', ponderou. Osvaldo Bergamin (PMDB) se limitou a dizer que sua posição depende do partido.
A Folha não conseguiu contato com os vereadores Flávio Vedoato (PSC), Paulo Arildo (PSDB) e Jamil Janene (PDT). Foram eleitos para primeira suplência os vereadores João Scaff (PTB), Marcos De Freitas (PSDB), Sebastião dos Metalúrgicos (PDT), João Adib Abussafi (PMDB), Maurício Barros (PT) e Fernando Nicolau (PSL).

mockup