A briga política em Santana do Itararé (5 mil habitantes), instalou-se já no início da atual gestão, do prefeito Mário Coppola. Dos nove vereadores na Câmara, seis constituem o corpo de oposição ao prefeito. Além da questão do colégio (ler ao lado), está tramitando uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para averiguar denúncias de desvio de R$ 400 mil em recursos oriundos do Fundo de Manutenção do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
O prefeito estava em Curitiba ontem e no início da noite sua filha, Vanessa disse por telefone que ele estaria viajando de retorno a seu município. A esposa de Coppola, Dona Guiomar, que está em Santana do Itararé e é bastante atuante na administração, nega eventuais desconfianças sobre a autoria do crime e devolve as insinuações, afirmando que o próprio presidente da Câmara teria problemas no pagamento de notas fiscais de despesas do órgão e que, portanto, também teria interesse em que documentos fossem queimados.
Dona Guiomar declarou que o marido vem sofrendo ‘‘perseguição’’ há três anos e meio e que teria comunicado, na quarta-feira, a ausência de ontem para prestar depoimento à CP por ter sido convocado pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano para ‘‘importante reunião’’ sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, em Curitiba. ‘‘Um dos integrantes da comissão, o vereador José Isac, assinou o recebimento do comunicado e, evidentemente, sabia que o prefeito não estaria presente’’. Isac, que é do PMDB, não foi localizado ontem à noite. À tarde, o prefeito Coppola fez contato com a Folha em Curitiba, e negou envolvimento com o caso. (V.M.)

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