Dois vereadores da Câmara de Prudentópolis são réus em ação penal ajuizada pelo Ministério Público (MP) de Guarapuava por supostamente integrarem a quadrilha chefiada por Gilvan Agibert: José Petez (PSD) e José Adilson dos Santos, mas conhecido como Yako (PSC). O processo tramita na Vara Criminal única de Prudentópolis. Dois filhos do ex-prefeito também são réus.
O primeiro vereador, além de formação de organização criminosa, é acusado por fraude a licitação. Sua empresa, que segundo a denúncia assinada pelo promotor Vitor Hugo Nicastro Honesko, estaria em nome de dois "laranjas", teria sido beneficiada com a dispensa irregular de licitação e posteriormente contratada, em 2014. A empresa foi contratada mesmo pertencendo a um vereador (o que é proibido pela legislação), devendo tributos municipais e "sem comprovação alguma de que seus de que seus veículos se enquadravam nas normas jurídica de segurança no transporte de escolares".
No caso de Yako, que retirou seu nome do contrato social da empresa após ter sido eleito em 2012, mas continuou a atuar como proprietário de fato da transportadora, a ação também aponta privilégios e ilegalidades em sua contratação, em 2014. Uma das empresas que participava da licitação questionou a habilitação da empresa do vereador, que acabou desclassificada. "Interceptações telefônicas demonstram que o vereador Yako esteve no gabinete do prefeito solicitando ajuda para quebrar o recurso apresentado pela empresa (concorrente)." No mesmo dia, escreve o promotor, o prefeito conversou com secretários municipais e com o procurador-geral, que expediu parecer em favor de Yako.
Os dois vereadores não foram localizados, embora a reportagem tenha deixado recado em seus telefones celulares e na Câmara. O prefeito não quis falar sobre estes assuntos específicos. O presidente da Câmara, Júlio Makuch, disse que o Legislativo nada pode fazer sobre os dois parlamentares se não houver um pedido assinado por um terço dos parlamentares ou um pedido externo de abertura de CP. "Existe a investigação (contra os vereadores), mas cabe verificar se as denúncias têm consistência", defendeu. Ele acrescentou que "a pauta da Câmara inteiramente ocupada com outras investigações envolvendo o prefeito". Para Agibert, "é uma forma dos vereadores se blindarem de possíveis processos de cassação". (L.C.)

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