Vereadores do PMDB terão que mudar voto
Pelo menos dois vereadores que votaram favoravelmente ao projeto que revoga a obrigatoriedade de realização de um plebiscito em caso de venda de ações da Sercomtel poderão ter que mudar o voto no segundo turno de discussão da matéria, na sessão de hoje.
Os peemedebistas Henrique Barros e Osvaldo Bergamin foram convocados ontem para uma reunião extraordinária da Executiva municipal. Na reunião foi reiterado o posicionamento do partido definido no dia 22 de fevererio. ''Eles deverão votar com o partido seja em qualquer situação, a retirada (do projeto da pauta) ou contra'', afirmou o presidente do diretório João Mendonça. ''Eles falaram que colaboraram para que votassem em primeira discussão e que até se arrependeram de ter votado conforme votaram. Reiteramos a posição do partrido em relação às duas situações: o plebiscito e em relação à venda da Sercomtel. Está bem claro que querem vender toda a companhia e somos contra. Ainda mais que o governo, através da Copel é dono de quase a metade da empresa e em nenhum momento foi consultado'', justificou. ''Eles (os vereadores) assumiram esse compromisso perante a Executiva e daí é a regra estatutária. O partido poderá aplicar as sanções estatutárias devidas em caso de não cumprimento da decisão'', ameaçou Mendonça.
Bergamin já adiantou que deverá seguir a orientação do partido. ''Votamos favoravelmente porque era a primeira votação e estávamos esperando a definição do partido. Tinham dado uma, depois cederam e agora são radicais. Vamos votar contra, a não ser que amanhã (hoje) tenham outra posição'', disse. Barros afirmou que deverá aguardar uma manifestação do diretório estadual. ''Temos que lembrar que a Copel, uma companhia estadual, é sócia da Sercomtel. Quero uma manifestação a nível estadual porque ela também é dona. É uma questão formal, de respeito. Se não houver comunicação de Curitiba, vou seguir a orientação local.''
Caso os dois peemedebistas mudem o voto e os demais mantenham a votação do primeiro turno, o projeto receberá nove votos favoráveis. São necessários dez para a aprovação da matéria. (C.O.)





