Vereadores dizem que Belinati está isolado
Pedro Livoratti
De Londrina
Vereadores de Londrina interpretaram a mexida que o prefeito Antonio Belinati (PFL) está fazendo em seu secretariado como um isolamento político. O PPB, partido da base de apoio, está se retirando da administração, por decisão da executiva estadual. A mudança do primeiro escalão dominou os debates durante o grande expediente na sessão da Câmara ontem, onde os vereadores têm a palavra livre para pronunciamentos. Ontem o prefeito não anunciou nenhum novo nome. Por enquanto quatro secretários saem e outros quatro serão remanejados. Hoje toma posse o novo diretor-presidente da AMA, Otávio Yassuo Shimba.
A crítica mais pesada veio da bancada do PFL, partido do prefeito. Os três vereadores reclamaram que sequer foram chamados a dar sugestões. Vai ser a primeira vez que veremos alguém administrar sem apoio político, avaliou o líder da bancada, Adalberto Pereira. Outro vereador pefelista, Carlos Santa Rosa, reagiu com indignação: Nosso descontentamento é antigo e não só agora, afirmou, referindo-se à falta de diálogo.
O presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB), classificou a decisão de seu partido como distanciamento. Ele está reconstruindo sua aliança com o PTB, mas alijando nosso partido. Já o vereador Sidney Souza (PTB) também acredita que o prefeito está se isolando, ao promover as recentes mexidas. Não se governa sem aliados, afirmou.
Com o mistério mantido pelo prefeito ontem, as informações de bastidores davam conta que o presidente da Codel, Farage Kouri, está cotado a assumir a secretaria de governo. O economista Celso Costa, que está deixando a Comurb, se reuniu com o prefeito no início da noite. O encontro serviu para definir sua saída no final deste mês. Quero deixar o prefeito livre para escolher quem ele desejar. Apesar da declaração do economista, uma fonte ligada à prefeitura garante que ele recebeu convite para manter-se na administração.





