Vereadores divergem sobre voto
O processo de votação (aberto ou fechado) a ser adotado no julgamento do prefeito afastado Antonio Belinati (PFL) deve ser conhecido apenas às vésperas da sessão especial. E as opiniões dos vereadores se dividem a respeito.
Os vereadores que defendem a votação aberta usam como argumentos a transparência dos trabalhos e o comprometimento com a sociedade. Sou a favor do voto aberto e se o parecer da procuradoria jurídica tiver outro encaminhamento, vou pedir para o plenário decider, porque ele é soberano, afirmou Tercílio Turini (PSDB). Sua opinião é compartilhada também pelos companheiros de partido, Roberto Kanashiro e Beto Scaff. Elza Correia (PMDB) também sempre defendeu o voto aberto.
A população tem o direito de conhecer a opinião de cada vereador, ressaltou Salvador Francisco (PSB), demonstrando também ser favorável ao voto aberto. Qual o motivo de ser secreto?, questiona Carlos Santa Rosa (PFL), relator da Comissão Processante (CP) que apresentou o documento sugerindo a cassação do prefeito afastado. A CP, inclusive, anexou no relatório parecer do professor Ruy Carneiro, favorável ao voto aberto.
Alvair de Souza (PSB), membro da CP, disse que prefere aguardar o parecer da procuradoria jurídica. Para mim é indiferente (voto aberto ou secreto), mas vamos ver o que ele (João Gomes) vai dizer; tenho que obedecer a lei, desconversou. Estou aguardando um posicionamento do procurador jurídico, repetiu Sidney de Souza (PTB).
Orlando Bonilha (PDT) também usa como argumento a procuradoria jurídica, que encomendou um parecer de R$ 8 mil ao jurista Celso Bastos, de São Paulo. O documento deve chegar na segunda-feira.Se dependesse do plenário, eu seria a favor do voto aberto, mas como a Câmara gastou R$ 8 mil com o parecer e eu respeito o dinheiro público, vou votar de acordo com o parecer.
Renato Araújo (PPB), ex-presidente do Legislativo, repetiu ontem que é favorável ao voto secreto, mas que precisa obedecer a lei e espera um parecer da procuradoria jurídica. A lei foi feita para atender o universo de pessoas, não um grupo, afirmou.





