Vereadores divergem sobre cartilha da CGU
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Parte dos vereadores de Londrina concordou ontem com as colocações do ministro-chefe interino da Controladoria Geral da União (CGU), Luiz Navarro, segundo o qual esse tipo de agente político tem mais criado leis que fiscalizado o Poder Executivo. A posição de Navarro foi publicada ontem pela FOLHA em entrevista sobre uma cartilha que a CGU acaba de lançar com orientações de fiscalização externa direcionada aos parlamentares municipais.
A cartilha de 45 páginas batizada de ''O Vereador e a Fiscalização dos Recursos Públicos Municipais'' foi lançada anteontem à noute, em Brasília, e está também no site da CGU, o www.cgu.gov.br, com dicas de como vereadores podem atuar como fiscais do poder municipal. Para Navarro, esse tipo de ação pode evitar, por exemplo, fraudes em licitações ou em contratações de empresas que não sejam idôneas.
''Acredito que muitos vereadores estão com vontade de trabalhar, mas não sabem, fiscalizar - e é fato que muitos atos do Executivo não são acompanhados pelos parlamentares'', admitiu o vice-presidente da Casa, Jairo Tamura (PSB). Se ele leu a cartilha? ''Não vi, pois são 45 páginas. Mas vou ler, até porque os atos do vereador, para a comunidade, têm que ser muito transparentes do que já foram.''
Para Sandra Graça (PP), as colocações de Navarro ''agradaram''. ''Principalmente porque o ministro da CGU admitiu (na entrevista) que uma das dificuldades para que fiscalizemos é justamente a dificuldade de obter informações do poder Executivo'', atestou.
Já o líder do prefeito Barbosa Neto (PDT), Joel Garcia, desdenhou o ministro e a cartilha. ''Os vereadores aqui trabalham, fiscalizam, e muito, o Executivo, inclusive preventivamente. A CGU tinha de criar cartilhas para os chefes de departamento da União, isso sim - está completamente equivocada nessa iniciativa'', criticou. Por outro lado, o pedetista reconheceu que não leu o material. ''E em hipótese alguma vou ler. Vou me tornar um pocotó, por acaso?'', questionou.


