Vereadores dificultam regras para mudar zoneamentos em Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de abril de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

Os vereadores de Londrina aprovaram por unanimidade, na sessão desta terça-feira (10), projeto de lei que dificulta a proposição de mudanças na Lei de Uso e Ocupação do Solo na área urbana. Se o texto for sancionada pelo prefeito Marcelo Belinati (PP), mudanças de zoneamento partindo do Legislativo terão de ter a subscrição de sete parlamentares.
O projeto de lei, de autoria de Filipe Barros (PSL), dá a mesma rigidez para as mudanças no Plano Diretor que tem a Lei Orgânica do Município. Até a sanção da proposta aprovada, qualquer vereador pode sugerir mudanças e submetê-las aos outros vereadores. O PL, entretanto, mantém a autonomia do Executivo.
O texto foi protocolado no Legislativo ainda em 2017, antes da Operação ZR-3, que levanta suspeitas sobre propostas de alterações de zoneamentos para benefícios privados mediante pagamentos de propinas. Treze pessoas são suspeitas de participar do esquema, entre empresários, servidores de carreira e ex-funcionários comissionados da Prefeitura de Londrina e até os vereadores Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), que foram afastados dos cargos.
Barros afirma que propôs o projeto por não concordar com mudanças de zoneamento pontuais, já que o Plano Diretor, do qual a Lei de Uso e Ocupação do Solo faz parte, tem de passar por revisões a cada dez anos, conforme determinação do Estatuto das Cidades. "Não faz sentido fazer essas discussões pontuais. E, neste ano, ainda temos a revisão do Plano Diretor, que prevê um amplo debate com a sociedade", recorda.


