Vereadores dificultam criação de Comissão para investigação
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quinta-feira, 19 de outubro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A Câmara de Maringá demonstrou ontem, mais uma vez, que não está disposta a instalar uma comissão para acompanhar a apuração do desvio de R$ 2,6 milhões da prefeitura. A vereadora Bia Correa (PT) prometeu entrar com pedido de abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI) ontem, mas não conseguiu. Alegaram que a proposta foi feita pelo vereador Aldi (Cezar Mertz/PDT), e não permitiram que eu pedisse, disse Bia.
A maior parte dos vereadores, segundo ela, alega que sem provas uma CEI não vai chegar a nada: Como sem provas se quase tudo está aí para todo mundo ver? questiona. A vereadora garante que na próxima terça-feira vai pedir a CEI. Ela calcula que pelo menos sete vereadores já estão a favor do pedido, e acha possível alcançar as 11 assinaturas necessárias. (Eles) chegaram a argumentar o absurdo que uma CEI agora exigiria dinheiro para trabalhar, e não teríamos como justificar o gasto, lamenta.
O vereador Aldi Cezar Mertz (PDT) afirmou anteontem que existe disposição, mas os vereadores não querem criar uma comissão agora. Se fosse há algum tempo seria viável, mas agora não existe tempo e não compensa iniciar um trabalho se não será possível concluir, justifica. José Maria dos Santos (PSD) tem a mesma opinião. E como conseguiu se reeleger, ele diz que a comissão pode ser formada no próximo ano, desde que seja necessário. Acho que existem muito mais irregularidades e vamos apurar, promete.
Paulo Mantovani (PSDB) diz que como o prefeito Jairo Gianoto (PSDB) abriu as contas do município, os vereadores não têm que fazer nada. Para ele, o pouco tempo até o recesso da Câmara (cerca de dois meses), não será suficiente para uma investigação.
O Movimento pela Ética na Política, que reúne 11 entidades, teria reunião ontem à noite para analisar as ações em favor de uma investigação. Ontem tomou posse o novo secretário de Fazenda de Maringá, Adalberto Cossich, que ocupava uma diretoria da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente. Ele substituiu Jorge Aparecido Sossai, também acusado de envolvimento no rombo e afastado.


