Os projetos de lei que tratam da reforma administrativa na Prefeitura de Londrina foram entregues ontem à tarde na Câmara pelo secretário geral, Gino Azzolini Neto, e pela secretária de Recursos Humanos, Zuleica Alves do Amaral. O presidente da Casa, Adalberto Pereira da Silva (PFL), despachou os projetos ontem mesmo às comissões e acredita que eles devem ser votados até o final do ano.
Adalberto disse que viu os projetos muito rapidamente, mas defende as mudanças. ‘‘Só tomei conhecimento hoje (ontem) porque a reforma foi tratada a sete chaves, mas entendo que ela é necessária’’. Ele adianta ser favorável à volta da jornada de 35 horas de trabalho dos servidores, ao Programa de Exoneração Voluntária e ao programa de qualidade - a instituição de um prêmio pela qualidade do serviço público, criado para estimular a redução de custos e a captação de recursos. A prefeitura pretende premiar os funcionários com até 70% de seu salário no caso de a proposta deles ter sido atingida.
‘‘Esta reforma é uma piada’’, reagiu o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserv), Gláudio Renato de Lima. ‘‘O prefeito Antonio Belinati tinha assumido o compromisso de nos apresentar o projeto antes de torná-lo público. Ele que teve apoio do servidor em sua campanha, mas com certeza não terá o mesmo apoio para a eleição da mulher e do filho’’.
Para ele, a reforma ‘‘só mexe com os servidores’’. ‘‘A grosso modo, ela não mexe em nada muito delicado’’. Lima discorda da volta da jornada de sete horas diárias de trabalho. ‘‘Vamos tentar na Câmara, mas se ainda assim não conseguirmos, vamos orientar os servidores a não acatar. Não tem conversa. Nossas seis horas são direito adquirido’’. (P.Z.)

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