Vereadores devem recorrer de liminar
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quarta-feira, 16 de outubro de 2002
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Vereadores de Tamarana (62 km ao sul de Londrina), formada para apurar desvio de R$ 13,6 mil da prefeitura, deve recorrer da liminar concedida pelo juiz da 5 Vara Cível de Londrina, Alberto Júnior Veloso. Ele suspendeu os efeitos da comissão, acatando o pedido do prefeito Paulo Nakaoka (PSDB), que alegou que a CEI não teria respeitado prazos e teria negado direito de ampla defesa, conforme o Regimento Interno da Câmara.
''Fizemos a nossa parte e agora ele (Nakaoka) está contestando, dizendo que a comissão foi ilegal. Fizemos tudo de acordo com a instrução do departamento jurídico da Câmara e vamos contestar a decisão do juiz'', disse o presidente da CEI, vereador Cidnei Bolotari (PFL). A liminar foi dada no final do mês passado.
Em julho, a Câmara de Vereadores acatou o relatório da comissão que pedia a continuidade das investigações, sem punir os eventuais responsáveis pelo desvio. A comissão, instaurada no dia 3 de junho, apurou a denúncia do comerciante e proprietário da Farmácia Tamarana, Wagner Nunes do Nascimento, feita à promotora de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Solange Vicentin.
Conforme o comerciante, um empréstimo pessoal de Nakaoka, de R$ 10
mil, teria sido pago com um cheque da prefeitura marana, no valor de R$ 13,6 mil, como sendo a quitação da dívida do município com a farmácia. Segundo Nascimento, a negociação teria sido feita pelo vice-prefeito, Plinio Pereira de Araújo Júnior (PTB), que sugeriu que ele fizesse a denúncia contra o prefeito.
A Câmara de Vereadores tem até o dia 21 para contestar a decisão. Nakaoka se negou a comentar o posicionamento do presidente da comissão. Araújo não retornou as ligações.


