Vereadores defendem permanência de cargos
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terça-feira, 13 de março de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> <br> Reportagem Local 
Um dia depois do Ministério Público (MP) informar que entrou na Justiça contra a Câmara de Londrina para exigir a redução do número de cargos comissionados, vereadores da Casa saíram em defesa dos postos de confiança. Na sessão de ontem, o vereador Roberto Fú (PDT) foi o primeiro a levar ao plenário a discussão sobre a possível exoneração dos comissionados. Segundo ele, a permanência dos atuais comissionados ''não traz prejuízo''. ''Eu quero saber qual o prejuízo que nossos assessores trazem para a cidade. Porque se nós só ficarmos com dois, o que faremos com o dinheiro do salário dos outros três? Eles trabalham muito, inclusive finais de semana e sem horas extras'', defendeu.
Cada um dos 19 vereadores pode ter até cinco assessores no gabinete (com exceção do presidente, que pode ter até seis). No total, a Casa possui hoje 102 comissionados, contra 56 efetivos. Para o MP, é preciso respeitar uma proporcionalidade entre os dois tipos de cargo.
O vereador Joel Garcia (PP) também se manifestou, no sentido de dar apoio ao vereador Roberto Fú. Tito Valle, pedindo a palavra, também questionou: ''Se a gente tiver que aplicar esse princípio da proporcionalidade no Executivo, o que a prefeitura vai virar?''. O procurador-geral da Câmara, Miguel Ângelo Garcia, e o presidente da Mesa Executiva, vereador Gerson Araújo (PSDB), só comentarão o assunto após serem notificados oficialmente pela Justiça.


