Com exceção de pelo menos três vereadores que já demonstraram ser contrários à aprovação da nova PGV, os demais parecem dispostos a discutir o projeto ainda este ano. O líder do prefeito, Professor Fabinho (PPS), afirmou que a Câmara "não pode se acovardar". "Há propostas para melhorar o projeto. Não é justo que 25% dos contribuintes continuem pagando mais imposto do que devem e que donos de imóveis que valem uma fortuna continuem pagando valores irrisórios". Para ele, o aumento escalonado ao longo de determinado período poderá sim fazer parte do projeto por meio de emenda.
Elza Correia (PMDB) defende a mesma tese. "São 13 anos sem revisão e não se pode esperar mais 13 anos. Algumas medidas são antipáticas, mas precisam ser adotadas porque sem recursos não há serviços públicos melhores". Ela ponderou que o reajuste integral não poderá valer já em 2015.
Gerson Araújo (PSDB) também disse ter convicção de que o PL 190 precisa de mudanças. "Acho que a proposta de escalonamento é a melhor para que o aumento não venha de uma pancada só", comentou. Mário Takahashi (PV) opinou no mesmo sentido. "Esses aumentos não pode ser repassados em um ano. Mas, além disso, o projeto precisa de outros ajustes".
Lenir de Assis (PT), que na audiência, havia sugerido o arquivamento do projeto por entender que os maiores aumentos serão para bairros periféricos do que em regiões nobres, ontem, na sessão, voltou a defender discussão mais profunda. Ela cita levantamento feito com base em dados de contribuintes que procuraram seu gabinete. "É uma planta que onera substancialmente a classe trabalhadora". (L.C.)

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