Vereadores de Uraí revogam fim do salário
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Pouco mais de um ano após a Câmara Municipal de Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio) inovar e aprovar uma lei extinguindo os salários dos parlamentares a partir desta legislatura, os atuais vereadores aprovaram um projeto revogando a medida.
Segundo o presidente da Casa, Mário Shibukawa (PSDB), o projeto que revoga a lei foi proposto e aprovado na semana passada pela unanimidade dos votantes. Por presidir a sessão, Shibukawa não votou. ''Precisa ainda ser sancionado pelo prefeito. Pelo o que consta no projeto, (a lei que extinguiu os benefícios) é inconstitucional. Fere a Constituição Estadual, a Federal e a lei orgânica do município'', justificou o vereador. Shibukawa não soube explicar se após sancionada a lei, os pagamentos aos vereadores seriam automaticamente retomados, ou se o benefício seria concedido somente para a próxima legislatura. ''Não sei como vai ser essa parte jurídica mas não podemos legislar sobre o salário da própria legislatura'', argumentou.
Shibukawa, que na legislatura passada votou pela extinção dos pagamentos, admitiu que se sente incomodado com a situação. ''Estou muito incomodado. Na legislatura anterior eu votei em uma posição e hoje eu não posso votar'', disse. Ele estima que se a lei for sancionada, o valor dos salários deverá ser o mesmo do que era pago no ano passado, R$ 816.
Além de Shibukawa, somente o vereador Osnir Borghi (PMDB) foi reeleito. Em 2004, Borghi foi contrário ao projeto de extinção dos salários e agora votou pela retomada dos pagamentos. O ex-vereador Angelo Tarantini Filho disse ontem que deverá entrar com uma ação contra o projeto que prevê os salários aos edis. O prefeito Sussumu Itimura (PSDB), não foi localizado pela reportagem.


