Vereadores de Rolândia lamentam episódio envolvendo vídeo íntimo
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terça-feira, 12 de março de 2019
Vitor Struck <br> Reportagem Local 
Na Câmara Municipal de Rolândia, a sessão ordinária desta segunda-feira (11) ficou marcada pela consternação de alguns parlamentares. Dezenas de moradores foram à Casa na expecativa de encontrar o presidente, o vereador Eugênio Serpeloni (PSD), cujo vídeo em que aparece se masturbando havia sido visto por milhares de usuários de um aplicativo de mensagens instantâneas desde a noite deste domingo. No entanto, Serpeloni não compareceu. Na ausência dele, o vereador João Gaúcho (PSC) afirmou que Serpeloni estava ao lado de sua família.
Em nota, o vereador afirmou que a gravação havia sido feita em um "momento íntimo pessoal", e que não havia autorizado a divulgação, muito menos compartilhado com qualquer pessoa. A nota também ressalta que a conduta íntima do vereador "não deve, nem deveria afetar" a Câmara Municipal de Rolândia, "instituição para a qual fui eleito democraticamente pelo voto popular". Em seguida, Serpeloni afirma que vai adotar as medidas legais cabíveis.
Em plenária, diversos vereadores comentaram o assunto. Um deles foi o vereador Reginaldo Silva (SDD). "Peço ao presidente que se afaste do cargo, pois ele não tem condição mais de presidir esta Casa", afirma.
Já a vereadora Maria do Carmo (PSDB) disse que estava profundamente triste com a situação que envolvia o parlamentar. "Tristeza de ver a Casa cheia, percebo que de maneira geral as pessoas gostam muito é de sangue. Triste isso", lamenta. "Será que eu, enquanto pessoa, eu passo adiante (o vídeo)? Para muitos isso é legal, chacota. Me entristece muito", diz a vereadora.
Outro parlamentar que disse estar consternado com a situação foi João Ardigo. "Ele teve lá os seus motivos quando gravou este vídeo, mas, infelizmente, isso não afetou somente a Câmara de vereadores, mas a toda a cidade", afirma.
Por meio do sistema on-line, pelo menos 160 pessoas simultaneamente acompanhavam a sessão. O episódio também repercutiu em sites e blogs de política de Curitiba e alguns vereadores aproveitaram para lamentar o pouco interesse da população em acompanhar a rotina no Legislativo em dias "normais", a exemplo da sessão que deliberou pelo arquivamento da denúncia contra o prefeito de Rolândia, Luiz Francisnconi Neto (PSDB).
Representação
O vazamento das imagens fez com que o deputado federal e ex-vereador Boca Aberta (PROS) e o filho dele, o deputado estadual Boca Aberta Júnior (PRTB), protocolassem uma representação na Câmara de Rolândia contra o presidente.
À reportagem da FOLHA, Boca Aberta disse que recebeu o vídeo no domingo (10) "de vários eleitores de Rolândia" - Boca Aberta foi o candidato mais votado para a Câmara Federal em outubro de 2018 na cidade. "Quando eu vi o vídeo, caí duro para trás", diz o deputado. "Não tem o que ver, esse comportamento é incompatível com o cargo que ocupa", completa.
De acordo com o deputado, a representação foi elaborada ainda no domingo e protocolada na manhã desta segunda (11). A reportagem da FOLHA não conseguiu confirmar se a representação foi lida já na sessão desta segunda. (Colaborou Luis Fernando Wiltemrbug)


