Os vereadores de oposição de Paranavaí (Região Noroeste) pretendem barrar hoje a aprovação de um projeto de resolução, apresentado pela Mesa Diretora e aprovado nas duas primeiras votações, que altera a estrutura funcional da Câmara. ‘‘As alterações aprovadas acabam com a hierarquia dentro da estrutura da Casa’’, disse o vereador Daniel Moreira da Silva (PT), um dos três que tentam derrubar o projeto.
A proposta da mesa, explica Silva, é de alterar o perfil do cargo de dois servidores – o diretor de Recursos Humanos e o assessor parlamentar. Os dois, explica Silva, ocupavam cargos comissionados com a sigla CC2 e salários de aproximadamente R$ 750 mensais. Com a mudança, os funcionários passam para CC1, com vencimento de R$ 1.319. O vereador petista disse que outra alteração do projeto, que garante a contratação das zeladoras transformadas em cargos de confiança, pode até ser legal.
O presidente da Câmara, Nivaldo Aparecido Mazin (PPS), alegou que está ‘‘corrigindo uma injustiça’’. Ele justificou que, em 1996, uma alteração na estrutura do Legislativo criou disparidade entre os cargos de chefia. Alguns chefes de setores passaram para CC1 e outros para CC2. ‘‘Queremos agora garantir a isonomia quebrada naquela ocasião’’, afirmou.
‘‘O presidente alega que está fazendo justiça, mas os dois funcionários que ocupam os cargos hoje não estavam na Câmara há seis meses’’, reclamou Silva. Ele disse que junto com os outros dois vereadores que votaram contra, Edmilson Botequio (PT) e Agamenon Arruda de Souza (PPB), vai tentar reverter a votação do projeto. ‘‘Aprovamos em duas oportunidades e acho que o projeto passa sem problemas’’, aposta Mazin. (M.Z.)

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