A Câmara de Maringá prorrogou ontem por mais cinco sessões, pela segunda vez, a votação das contas do ex-prefeito e hoje deputado federal Ricardo Barros (PPB), referentes ao ano de 1991. Aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no final do ano passado, a matéria está para ser votada pela Câmara desde o início de fevereiro. ‘‘Pedi a prorrogação depois de consultar todos os companheiros’’, afirmou o vereador Aparecido Domingos Regini (PPB).
O adiamento da votação foi aprovado por unanimidade. ‘‘Queremos conhecer melhor o teor das contas e os motivos que levaram o Tribunal a aprová-las’’, disse Regini. Na realidade, segundo o vereador Mário Hossokawa (PSDB), a Câmara não quer repetir o erro do TC. Ele lembra que o Tribunal de Contas aprovou as contas de 1991, mas agora está promovendo uma auditoria na administração de Barros. O receio dos vereadores seria aprovar agora e depois a análise do TC apontar irregularidades.
Para Regini, não existe nenhum receio quanto ao trabalho do TC nas contas de Barros, muito menos pressão do deputado pela aprovação. ‘‘Sou do mesmo partido de Ricardo Barros, mas estou junto com os vereadores para analisar melhor todo processo, ao qual já tive acesso e não vi nenhuma irregularidade’’, afirmou o vereador. Ele garantiu ainda que o prazo de mais cinco sessões está dentro do limite para votação das contas. O resultado da auditoria nas contas de Barros, pela previsão dos técnicos do TC, deve ser divulgado apenas em meados de abril.
Auditoria do Tribunal apurou até agora desvios de R$ 15 milhões nas contas do ex-prefeito de Maringá Said Ferreira, que sucedeu Ricardo Barros. O trabalho não foi concluído e há indícios que o rombo pode chegar a R$ 20 milhões. Já na gestão do ex-prefeito Jairo Gianoto, que assumiu a prefeitura depois de Said Ferreira, o TC apurou que foram desviados R$ 54 milhões.

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