A Câmara de Vereadores de Londrina quer manter o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) funcionando. Projeto de Executivo votado ontem em primeira discussão previa a fusão do instituto com a secretaria de obras e o Serviço de Pavimentação de Londrina (Pavilon). Mas os vereadores acabaram aprovando um substitutivo do presidente da Casa, Tercílio Turini (PSDB), mantendo o Ippul.

''A cidade necessita de planejamento urbano. O instituto é criticado porque não tem estrutura adequada'', avaliou Turini. Segundo ele, o subsititivo foi feito atendendo solicitações do Sindicato das Indústrias de Construção Civil, Clube de Engenharia e Arquitetura e outras entidades do setor. Pelo projeto, a fusão atinge a secretaria de Obras e o Pavilon.

A matéria será discutida e votada hoje à tarde em última discussão, juntamente com outroa quatro de autoria do Executivo e que fazem parte das reformas administrativa e tributária. Um outro projeto institui a secretaria municipal de Administração e Recursos Humanos, fundindo as duas secretarias.

O Executivo também quer transferir as atribuições da Autarquia Municipal do Ambiente para a secretaria municipal do Meio Ambiente. A justificativa é que uma secretaria demandaria menos servidores do que a autarquia, enxugando os gastos. Hoje, a Câmara deve realizar sua última sessão extraordinária.

Em 2002, deverá ser apreciado pelo plenário, o projeto que extingue a Fundação Municipal de Esportes. Também está previsto pelo Executivo que as pastas da Mulher, Ação Social e Idoso serão agrupadas na futura secretaria da Cidadania.

Outra proposta que deve ser votada em última discussão hoje é a revisão do Código Tributário, que representa um realinhamento no valor do Imposto Sobre Serviço (ISS), como a elevação de 6% para 10% do tributo cobrado de instituições financeiras.

Turini admite que os projetos devem levantar polêmica no plenário, principalmente o que discute o Código Tributário. No entanto, ele acredita que não será necessário estender os trabalhos do Legislativo. ''Fica para amanhã (hoje) várias discussões finais, mas vai dar tempo'', afirmou.

Durante a semana, o prefeito Nedson Micheleti (PT), cedeu à pressão dos servidores, que protestaram em frente à prefeitura e paralisaram as atividades em diversos setores. Ele recuou nas propostas que retiravam benefícios da categoria e que faziam parte da reforma administrativa.

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