Vereadores de Londrina podem ter mais assessores
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terça-feira, 19 de dezembro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Flávio Vedoato (PL), confirmou ontem que vai apresentar um projeto alterando os critérios de contratação dos assessores parlamentares. Atualmente, cada vereador pode gastar no máximo R$ 2,8 mil para contratar até dois funcionários. A idéia, segundo ele, é manter o teto e deixar a critério de cada vereador a contratação de um a quatro assessores. O problema é que mais de 80% dos gabinetes não conseguem trabalhar com apenas dois assessores. Ou trabalha com dois ou paga do bolso, justificou.
Vedoato considerou descabidas as críticas ao projeto chamado de trem da alegria. Não vamos criar novos cargos, destacou. Ele acrescentou que a resolução deve ser aprovada até o final do ano para valer na próxima legislatura. Se não, só em 2004.
Vereadores ouvidos pela Folha concordam com a alteração. Rubens Canizares (PHS), por exemplo, que assume o cargo em janeiro, disse que trabalhou sete anos no gabinete do hoje deputado estadual Moysés Leônidas (sem partido) e percebeu que dois assessores é pouco. Para mim, três seria o número ideal. Outro novato, André Vargas (PT), concorda: Não vejo como isso um trem da alegria, vejo com uma alternativa, dando ao vereador a liberdade para contratar conforme a necessidade.
Mas o projeto não é unanimidade. O vereador Tercílio Turini (PSDB) adiantou que vota contra. Ontem o assunto também foi debatido pelo Movimento pela Moralização da Administração Pública. Segundo o advogado Newton Moratto, o movimento entende que a Câmara deve fazer um amplo estudo de impacto da mudança nas despesas do Legislativo. Ele observou que além da despesa direta (R$ 2,8 mil), a alteração também afeta as indiretas desde o cafezinho até a instalação de novos computadores. A sociedade deve saber quanto isso vai custar.


